Cultura

Max Klim O jornalista mineiro que fez história em Juiz de Fora e se especializou em astrologia

Priscila Magalhães
Repórter
28/12/2007

O nome surgiu em 1970, quando Carlos Alberto Lemes de Andrade aceitou, quase sem pensar, fazer o horóscopo do Jornal do Brasil. Então, o chefe do jornal escolheu o nome Max Klim como pseudônimo.

"Mas isso é nome de pasta de dente", disse ele na época. "Mas pega!", disse o chefe. E a coluna pegou. Hoje, já são 37 anos. Mas a experiência com a astrologia começou antes.

"Tudo começou quando estava em um jornal em Ituiutaba e não tínhamos dinheiro para pagar astrólogo. Então, resolvi fazer uma coluna. Mas era uma coluna séria, não aquelas adivinhações que vemos por aí. Comprei livros, estudei e fiz o horóscopo para o jornal", lembra.

Juiz de Fora passou a fazer parte do seu caminho em 1983, quando atingiu o máximo da carreira profissional e, ao mesmo tempo, se cansou do Rio de Janeiro. Ele conheceu a cidade quando participou da fundação de um jornal e passou a enviar notícias do Rio. "Naquela época estava com vontade do interior procurei emprego neste jornal. Não consegui, mas fui contratado por outro jornal da cidade", conta.

Foi nessa época que ele recebeu o apelido de 'alegria'. "Eu estava tão feliz por ter vindo morar em uma cidade do interior que me apelidaram de alegria. Eu troquei um cargo de editor, no Rio, e fui contratado como repórter, mas a minha disposição era muito grande. Encontrei minhas raízes no interior, pois Juiz de Fora era muito pequena naquela época".

Depois disso, Max se fixou em Cataguases, quando deixou o jornalismo um pouco de lado. Trabalhou como advogado e na política. "Passei por uma inquietação mental e resolvi voltar para Juiz de Fora. Recebi um convite para colocar outro jornal na rua e, em 1994, assumi o cargo de diretor de redação", relembra.

Profissões

Foi quando deixou Juiz de Fora, em 2000, que Max Klim se dedicou exclusivamente à astrologia. Aliás, esta é a área que ele nunca abandonou, mesmo sendo jornalista, professor de história e advogado. "Nessa época comecei a estudar muito e a escrever livros sobre astrologia", diz.

Foto de quadro com violeiro A facilidade para a astrologia veio do jornalismo e da advocacia. "Estas duas profissões me deram uma bagagem grande, com conhecimentos gerais. Mas faço uma astrologia séria, que considera o movimento dos planetas e o que este movimento provoca em tudo e todos. É uma astrologia que orienta, dá caminhos, não é aquela de adivinhação, de picaretagem", afirma.

Depois de tantos anos em tantas profissões, ele diz que do jornalismo ficou a consciência de que esta é a profissão mais estressante e também a de realização mais fantástica. "O número de jornalistas hospitalizados é maior do que em qualquer outra profissão. Mas é fantástico, porque começamos e terminamos o trabalho em um único dia. No outro, que foi feito não tem mais valor".

Da advocacia ficou a decepção. "Me decepcionei profundamente com o sistema judiciário brasileiro, onde a manipulação, o atraso e os interesses subalternos são colocados acima do próprio direito e da justiça". E o magistério foi onde conseguiu grande realização. "Junto com o jornalismo foi onde eu mais me realizei. Hoje, com 65 anos, eu tenho a noção de que ensinar e informar tem sentido profundo de realização".

Hoje são 18 livros de astrologia publicados e dois de história que devem ser editados em 2008. A medalha dos 200 anos da inconfidência Mineira ele consegui pelo trabalho de pesquisa sobre Vitoriano Veloso, na tese "A chibata". "Este foi um personagem esquecido pela Inconfidência. Foi também o único inconfidente a receber como pena o exílio na África e a pena da chibata. O governo de Minas escolheu os 200 mineiros para receber este prêmio e eu fui um deles", orgulha-se.

Para 2008

Max Klim diz que 2008 é um ano não excelente para o Brasil. "É um país do signo de virgem, pois teve sua independência em 07 de setembro. Então, este é um ano de afirmação, de solução de conflitos internos e de boa posição do país no cenário internacional. É um ano de sensibilidade para se empenhar em causas que ajudem as pessoas, por isso vai haver uma melhoria de vida das classes mais pobres".

Para ele, o Brasil vai deixar de ser o país do futuro e vai ser tornar o país do presente. "O Brasil vive um ciclo de 54 anos, que começou em 2002. Ele vai estar cada vez mais em destaque", completa.


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