O nome surgiu em 1970, quando Carlos Alberto Lemes de Andrade aceitou, quase sem pensar, fazer o horóscopo do Jornal do Brasil. Então, o chefe do jornal escolheu o nome Max Klim como pseudônimo.
"Mas isso é nome de pasta de dente"
, disse ele na época. "Mas pega!"
,
disse o chefe. E a coluna pegou. Hoje, já são 37 anos. Mas a experiência com a astrologia começou antes.
"Tudo
começou quando estava em um jornal em Ituiutaba e não tínhamos dinheiro para
pagar astrólogo. Então, resolvi fazer uma coluna. Mas era uma coluna séria, não aquelas
adivinhações que vemos por aí. Comprei livros, estudei e fiz o horóscopo para o jornal"
,
lembra.
Juiz de Fora passou a fazer parte do seu caminho em 1983, quando atingiu o máximo da carreira
profissional e, ao mesmo tempo, se cansou do Rio de Janeiro. Ele conheceu a cidade quando
participou da fundação de um jornal e passou a enviar notícias do Rio. "Naquela época estava
com vontade do interior procurei emprego neste jornal. Não consegui, mas fui contratado por outro
jornal da cidade"
, conta.
Foi nessa época que ele recebeu o apelido de 'alegria'. "Eu estava tão feliz por ter
vindo morar em uma cidade do interior que me apelidaram de alegria. Eu troquei um cargo de
editor, no Rio, e fui contratado como repórter, mas a minha disposição era muito grande.
Encontrei minhas raízes no interior, pois Juiz de Fora era muito pequena naquela
época"
.
Depois disso, Max se fixou em Cataguases, quando deixou o jornalismo um pouco de lado.
Trabalhou como advogado e na política. "Passei por uma inquietação mental e resolvi
voltar para Juiz de Fora. Recebi um convite para colocar outro jornal na rua e, em 1994,
assumi o cargo de diretor de redação"
, relembra.
Foi quando deixou Juiz de Fora, em 2000, que Max Klim se dedicou exclusivamente à
astrologia. Aliás, esta é a área que ele nunca abandonou, mesmo sendo jornalista,
professor de história e advogado. "Nessa época comecei a estudar muito e a escrever livros
sobre astrologia"
, diz.
A facilidade para a astrologia veio do jornalismo e da advocacia. "Estas duas profissões me deram uma bagagem grande, com conhecimentos gerais. Mas faço uma astrologia séria, que considera
o movimento dos planetas e o que este movimento provoca em tudo e todos. É uma astrologia que orienta, dá caminhos,
não é aquela de adivinhação, de picaretagem"
, afirma.
Depois de tantos anos em tantas profissões, ele diz que do jornalismo ficou
a consciência de que esta é a profissão mais estressante e também a de realização mais fantástica.
"O número de jornalistas hospitalizados é maior do que em qualquer outra profissão.
Mas é fantástico, porque começamos e terminamos o trabalho em um único dia. No outro,
que foi feito não tem mais valor"
.
Da advocacia ficou a decepção. "Me decepcionei profundamente com o sistema judiciário brasileiro,
onde a manipulação, o atraso e os interesses subalternos são colocados acima do próprio
direito e da justiça"
. E o magistério foi onde conseguiu grande realização.
"Junto com o jornalismo foi onde eu mais me realizei. Hoje, com 65 anos, eu tenho a noção
de que ensinar e informar tem sentido profundo de realização"
.
Hoje são 18 livros de astrologia publicados e dois de história que devem ser editados em 2008.
A medalha dos 200 anos da inconfidência Mineira ele consegui pelo trabalho de pesquisa
sobre Vitoriano Veloso, na tese "A chibata". "Este foi um personagem esquecido pela
Inconfidência. Foi também o único inconfidente a receber como pena o exílio na África e
a pena da chibata. O governo de Minas escolheu os 200 mineiros
para receber este prêmio e eu fui um deles"
, orgulha-se.
Max Klim diz que 2008 é um ano não excelente para o Brasil. "É um país do signo de virgem,
pois teve sua independência em 07 de setembro. Então, este é um ano de afirmação, de
solução de conflitos internos e de boa posição do país no cenário internacional.
É um ano de sensibilidade para se empenhar em causas que ajudem as pessoas, por isso
vai haver uma melhoria de vida das classes mais pobres"
.
Para ele, o Brasil vai deixar de ser o país do futuro e vai ser tornar o país do presente.
"O Brasil vive um ciclo de 54 anos, que começou em 2002. Ele vai estar cada
vez mais em destaque"
, completa.