Advogado concilia o Direito com a prática da capoeira
Colaboração:
*Renata Silva
19/11/04
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Você já imaginou ter um advogado capoeirista? Ou então... um professor de
capoeira advogado? É isso mesmo o que acontece com Franklin
William, que durante o dia usa terno e gravata para exercer a profissão
formal e à noite não abre mão de colocar seu abadá para participar dos treinos e rodas de
capoeira.
Desde menino, ele é apaixonado pela prática e fez dela uma causa de vida. Em 1984, foi um dos primeiros alunos a integrar a turma do Mestre Pinheiro, no Colégio Academia. "Comecei a treinar pelo gosto da capoeira como brincadeira, como esporte mesmo", recorda. O que ele não imaginava era que passaria toda a sua adolescência envolvido com aulas, encontros, rodas e viagens relacionadas ao esporte.
Passados 20 anos de muita disciplina e treino, Franklin não consegue enxergar sua história sem a capoeira. "Com ela conheci diferentes lugares e pessoas", diz. Prova disso, está na participação de encontros com representatividade internacional, como os de Cuiabá, Brasília, Unaí, Rio de Janeiro e Salvador.
Escola Senzala
O contato com outros grupos de capoeira gerou em Franklin o desejo de
expandir seus horizontes. A partir daí, ele e os amigos Celinho, Juca,
Rodrigo, Darci e Coqueiro resolveram criar uma filial do grupo
Senzala (RJ), em Juiz de Fora.
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Em 1994, procuraram o apoio do responsável pela escola, o Mestre Peixinho e fundaram o grupo mineiro. Segundo William, o objetivo era trazer novas técnicas para a cidade, visando o aperfeiçoamento dos participantes.
A Senzala está espalhada pelo mundo inteiro com filiais em Portugal, Ucrânia, França, Alemanha e Holanda. Inclusive um dos fundadores do grupo juizforano, o Coqueiro, está ministrando aulas na "terrinha purtuguesa".
Atualmente, a Escola disponibiliza turmas para crianças, jovens e adultos, além de realizar um trabalho social nas comunidades carentes. Há projetos para a realização de cursos particulares de capoeira, no estilo "personal traineer".
Amor pela ginga
O advogado-professor destaca a lealdade e a boa conduta como os principais
tópicos da filosofia capoeirista. Para os interessados em ingressar na modalidade, ele
aponta o desempenho físico e social como uns dos grandes ganhos do esporte.
" A capoeira ajuda na sociabilização, principalmente das crianças, pois é um
esporte que não dá pra fazer sozinho", garante.
A liberdade de expressar sentimentos, através da composição de músicas, e a
habilidade com os instrumentos musicais são outros pontos positivos. A
concentração também é desenvolvida por meio de técnicas específicas para
cada movimento. Nessa hora, Franklin afirma que o vale mesmo é a disciplina
do atleta. "Na capoeira, nem sempre o mais forte supera o fraco", reforça.
Renata Silva é estudante do 7º período da Faculdade de Comunicação da UFJF.
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No vídeo o capoeirista aponta os principais benefícios do esporte e convida os
internautas para participarem dos treinos!


