Rita Couto
*colaboração
28/07/2005
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Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso ter um histórico esportivo
longo para se empenhar na prática de uma nova atividade e conquistar
prêmios. A corredora, Karla Lucas, se dedica à corrida há apenas cinco
anos e já alcança boas colocações.
Com um biotipo favorável à rápida evolução nos esportes, a intenção de Karla era, no início, apenas o bem-estar e a boa forma física proporcionados pela corrida. Mas, incentivada pelas amigas, a atleta começou a se inscrever em competições e, mesmo sem ter treino específico e acompanhamento profissional, ficou bem classificada.
A partir de então, a corredora decidiu se dedicar às competições. Há um ano Karla conta com o apoio de um técnico e cumpre um rígido roteiro de treinos, que fazem com que sua rotina se torne uma verdadeira maratona.
Maratona de atividades
Duas vezes por dia, quatro ou cinco vezes por semana. Faça chuva ou faça
sol, de short e camiseta Karla corre no mínimo duas horas de manhã e mais
duas no fim da tarde. Além da musculação, natação e dos cuidados com a casa,
a filha e o marido, a corredora também participa de provas quase todos os
domingos.
"Minha rotina é bem puxada, mas a corrida me dá ânimo e força para agüentar. Para ajudar, como alimentos que forneçam muita energia e sempre descanso um pouco durante a tarde", conta.
Para a corredora, os maiores benefícios da corrida são a disposição, a melhoria do fôlego e o equilíbrio no peso. "Posso comer de tudo. Pizza, doces, sem medo porque queimo muitas calorias nos treinos", brinca. "Mas sempre tomo cuidado para não exagerar e fico mais atenta ainda na semana em que vou participar de uma prova importante", completa.
Atualmente a atleta se prepara para participar da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro e pretende ficar entre os 30 primeiros lugares. "Estou treinando muito para isso", garante.
Corrida com obstáculos
No início de sua 'carreira' como corredora, Karla conta que não sofria apenas
das dores musculares resultantes do esforço físico, mas também de
preconceito.
"Uma vez eu e minhas amigas fomos correr em uma determinada cidade e um
jornal tirou uma foto do nosso grupo, mas ela veio sem legenda, sem os
nossos nomes. Fomos perguntar o porquê disso e responderam que não éramos
'ninguém' e que por isso só haviam colocado os nomes das atletas mais
conhecidas. Só por desaforo falei que ia correr mais do que elas e realmente
consegui ser mais rápida que uma, e olha que na época eu nem tinha a
orientação do treinador", lembra a corredora.
Outra dificuldade é a falta de patrocínio. Karla tem o apoio de cinco empresas**, mas ainda não conseguiu nenhum patrocinador. "Todos os meus gastos com viagens, inscrições nas corridas, tênis, sou eu mesma quem pago", conta.
Apesar de alguns obstáculos, a dedicação e esforço são maiores e, hoje, a atleta reúne boas colocações, como o oitavo lugar na Festa do Corredor de Friburgo, a 6ª posição na Media Cor e o 45º lugar na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.
**Karla tem o apoio da Mundo Verde, Pró-Biker, Academia Olímpia, Academia Acqua Fitness e Equipe Pé de Vento.
*Rita Couto é estudante do terceiro período da Faculdade de Comunicação da UFJF.