"Música para toda a vida". Essa frase está tatuada no braço de um dos
integrantes da banda Advence, o baterista Bruno, e reflete a
filosofia do jovem grupo juizforano.
O quinteto formado por Baludo (voz), Diogo (guitarra), Albert (guitarra), Betão (baixo) e Bruno (bateria) revela ousadia e coragem na elaboração de seu trabalho.
Influenciados pelo som da Califórnia, mais precisamente pela banda New Found Glory, os rapazes da Advence associam novos arranjos a letras nacionais consagradas. "O resultado é inovação", define o grupo.
Quem são os manos?
"Todos nós tínhamos um contato com a música. Já tocamos em outras bandas e
resolvemos nos unir", conta Baludo. A formação aconteceu em agosto de 2004
e, desde então, os rapazes optaram por "sair do convencional", define Betão.
A alternativa foi aproveitar as influências do "punk rock" e investir em
letras nacionais.
A partir daí, surgiu um repertório bem eclético que faz uma viagem pelas
décadas de 60 e 70, com canções de Erasmo e Roberto Carlos,
"tudo com novos arranjos, com uma batida punk", revela Albert. Há
espaço ainda para Marina, Lobão, Cazuza, Kid Abelha, Skank e Jota Quest, mas
o grupo adverte: "só absorvemos a poesia da letra".
A intenção da banda é conquistar a moçada com músicas de sucesso, mas com um som autêntico. Para isso, explica Baludo, "o trabalho está sendo feito, inicialmente, com os covers para depois introduzirmos músicas próprias".
Cara a cara
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Baludo, 27 anos, vocalista É considerado o mais descontrolado do grupo. Há 13 anos está em contato com a música e já atuou nas bandas Tazzo, Rarefeito e outras bandas de baile. "Ao mesmo tempo que ele está na algazarra, ele coloca ordem na casa", declara Dioguinho.
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Dioguinho, 20 anos, guitarrista É o cara mais engraçado da banda. Tem a atitude mais punk do grupo e faz o estilo punk rock. É formado em Meio Ambiente e trabalha com o comércio. Suas influências vêm de sua mãe, que sempre esteve em contato com a música. Há seis anos, ele está no ramo.
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Albert, 17 anos, guitarrista "Sou o que vive no mundo da lua", define. É o caçula da turma e aproveita desse privilégio. Toca guitarra há três anos e garante que é influenciado musicalmente pelo irmão. É estreante em bandas e afirma que "tudo é muito novo".
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Betão, 19 anos, baixista "Sou eclético, gosto de bossa nova, música clássica, rock", diz. Desde os sete anos, está envolvido com a música e pasmem: ele cantava no Coral dos Meninos Cantores da Academia. A experiência o ajudou a introduzir um lado mais melódico a banda. E não precisa dizer mais nada: "a música está na minha vida", garante.
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Bruno, 19 anos, baterista "Sou muito determinado. Se coloco algo na cabeça, vou até o fim", garante. Prova disso, está na tatuagem do marmanjo, em letras garrafais, bem no braço direito. Como não podia ser diferente, é ele que corre atrás das coisas da banda e como eles dizem: "é o cabeça dura amigo".
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Ajuda aê
"Contamos com o apoio de uma banda bem diferente da nossa, a Akikalô (axé) e
também com a Strike (pop rock)",
revela Dioguinho. "No começo, eles nos convidavam para fazer seus shows de
abertura e agora o mercado já nos reconhece", diz.
O objetivo da Advence é gravar um CD Demo até o mês de outubro deste mesmo
ano. Outra idéia é elaborar um projeto para conseguir recursos através da
Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei Murilo Mendes.
Enquanto o disco não saí, o público pode conferir o trabalho dessa moçada,
nas casas noturnas da cidade. E cuidado: eles não temem em inovar!
Renata Silva é estudante do 8º período de Comunicação Social
da UFJF
"A nível nacional o incentivo para a música ainda é muito pequeno", declara
Baludo. Dentro dessa realidade, os jovens revelam que a divulgação da banda
está sendo feita por outros músicos da cidade.