Washington Negão and The Cookmakers O blues no estilo próprio dos músicos de Juiz de Fora vai ser
gravado em CD demo em agosto

Thiago Werneck
Colaboração*
30/07/2007

Uma banda com estilo próprio e que busca transmitir seus sentimentos através do blues. É assim que Washington Negão and The Cookmakers têm se apresentado nos bares de Juiz de Fora e feito shows na cidade e região.

Com releituras de clássicos de Muddy Waters, John Lee Hooker, Jimi Hendrix, Robert Johnson, Cream, Stevie Ray Voughan e Johnny Winter a banda se apresenta na noite de Juiz de Fora.

Vocais, guitarras, baixo e bateria são os instrumentos sempre presentes nas apresentações da banda que não tem formação fixa.

O vocalista e guitarrista do grupo, o bluseiro Washington Negão, explica que a falta de apoio impede que os músicos se dediquem de forma exclusiva a um trabalho. "É complicado montar grupos em Juiz de Fora. Por isso coloquei o nome de cozinheiros (cookmakers), a cada apresentação os músicos podem mudar. Sempre convido alguém diferente", conta.

eminho Os outros integrantes mais fixos são Marcelo Mattos na bateria e Eduardo Noguchi no baixo. Dependendo do espaço e cachê oferecido pela casa, um tecladista e um saxifonista também participam da apresentação.

"Os músicos chegam a ter cinco bandas para tocar. Eles não podem se dedicar exclusivamente a este trabalho. Como é uma apresentação menor, dá para fazer um bom trabalho com pouco ensaio. Já para shows maiores, firmo compromisso com os músicos com antecedência. Assim temos maior tempo de preparação para fazer um bom som", conta Washington.

Para o artista, está muito difícil trabalhar com música em Juiz de Fora. Os poucos espaços para shows e baixos cachês são apontados pelo bluseiro como grandes obstábulos para os músicos da cidade. "Para mim nem é cachê o valor que oferecem, é só ajuda de custo. Aqui tem muitos músicos bons e conquistar espaço é cada vez mais difícil", destaca Washignton.

Shows

Nessa quarta-feira, dia 1º de agosto, a banda começa a gravar um CD demo para poder divulgar seu trabalho em outras cidades do país. No repertório cinco músicas consagradas e uma de autoria de Washignton. A expectativa do bluseiro é de que a banda seja reconhecida também fora da região e para isso eles terão um CD pronto para divulgar o trabalho.

A falta de tempo para se dedicar à música é o fator que impede que outras composições autorais entrem no CD. "Para compor uma música é preciso ter tempo para relaxar, pensar com calma. Não tenho tempo exclusivo para dedicar a autoria de composições. Mesmo assim nosso estilo de tocar e cantar o blues sulista, marcam os nossos shows", observa Washington.

Juliana praticando karatê Juliana praticando karatê eminho

Para o o próximo ano, o artista quer uma banda com integrantes fixos. Segundo Washington, é dessa maneira que o trabalho poderá se estender para outras cidades. "Dão mais valor para gente fora daqui. Conseguir sucesso nesse cenário é complicado nesse espaço de Juiz de Fora, cada vez mais fechado e que desvaloriza o artista", ressalta Washington.

Mais sobre a banda

O contato de Washington Negão com a música começa desde cedo no Rio de Janeiro, quando por volta dos nove, dez anos tem seu contato com a música. "Já tive banda de punk rock, rock e iniciei no Blues com a banda Teto Preto. O último grupo que tive foi o Jimi Brothers que fazia tributo a Jimi Hendrix. Hoje, ele sempre é homenageado em nossos shows", registra Washington.

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