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Tal pai, tal filho!
Quando qualquer semelhança não é mera coincidência
Repórter:Tâmara Lis
O que é que Luciana Melo, Leo Maia, Camila
Pitanga, Pedro e Tiago, Eduardo Sotto Maior, Lafayette Andrada
e Júlio Delgado
têm em comum?
Todos estes filhos seguiram a carreira dos pais. Mas, afinal, o que faz o
filho optar por trabalhar na mesma atividade do pai?
Para muitos a resposta pode estar na admiração, no gosto já difundido desde a infância por determinada arte,
profissão ou mesmo estilo de vida ou por outros motivos que a própria
razão desconhece.
No cinema, o peixinho Nemo é um exemplo da admiração pelo pai e da
necessidade de provar ao genitor sua capacidade de ser tão bom ou melhor que
ele. E existem filhos que são mesmo assim, não é verdade? Quem é que já não
se pegou dizendo a frase: "Só podia mesmo ser filho de quem é!" ou "Filho de
peixe, peixinho é".
Que tal então, conhecer um pouco mais da história destes filhos que não
só no Dia dos Pais prestam homenagens aos papais? Quer prova
de amor maior que optar pela carreira do pai? A equipe
ACESSA.com registra aqui
a história de quem "segue a risca todos os exemplos". Confira!
Pai e filha em busca da notícia!
A escolha da filha pelo jornalismo não foi uma decisão surpreendente para o
pai, o também jornalista Rodrigo Barbosa. Mas, mesmo assim, a notícia
de que Luísa faria vestibular para o curso de Comunicação Social veio recheada
de orgulho que os pais corujas conhecem muito bem.
A primeira opção foi para o curso de Direito, mas depois de um ano na
faculdade ela viu que não era bem o que queria e resolveu mudar de curso,
"a minha primeira opção foi para tentar ir contra ao que todo
mundo esperava de mim. Todo mundo falava: ah! você vai fazer
comunicação..."
Luísa Barbosa conta que fez um ano da faculdade de Direito e sempre recebeu o
incentivo do pai. "O meu pai me deu muita força tanto na escolha pelo Direito
como na escolha pela
Comunicação. Inclusive, enquanto eu fazia Direito eu já trabalhava na
produtora de vídeo do meu pai e da minha madrasta", ressalta.
Rodrigo faz questão de dizer que não influenciou a decisão da filha porque
acredita que a escolha da profissão deve ser muito pessoal.
Mas, ao mesmo tempo, acha que a influência familiar também é muito grande.
"A mãe da Luísa é
escritora e professora de Letras e a avó também. Fica difícil não
influenciar de alguma maneira. E não posso negar que tenho uma pontinha de
orgulho de saber que consegui passar um pouco desta paixão que tenho pela
profissão que escolhi para minha filha" e, completa: "Se ela fez esta opção
deve ser porque conseguiu enxergar, através de mim, um pouco desta paixão e
que esta é uma opção prazerosa e compensadora. Dá uma ponta de alegria ver
que o seu filho vê na sua atividade profissional uma forma de se viver
feliz!".
Luísa conta que nem tudo foi fácil. "Eu tinha medo da comparação. Quando
cheguei na faculdade de Comunicação tinha a minha avó e o meu pai como
professores e todo mundo faz questão de repetir isto. Me incomoda
muito, é muita pressão. Sei também que assim como tem gente que vai me
dar emprego por eu ser filha do meu pai, tem gente também que não vai me dar
o emprego por eu ser filha dele. É uma faca de dois gumes!" diz Luísa.
Mas com todos os prós e contras que podem haver no fato de um filho seguir
os passos do pai ela não desanima e afirma com orgulho: "Eu pretendo ser uma profissional
tão competente como eu considero o meu pai!"
De pai para filho, de avô para neto!
Os irmãos Luís Décimo(1), Aristides(2) e Nilo Filho(4) que seguiram o oficio do
pai Nilo Sotto Maior(3)
Eduardo Sotto Maior sabe bem o que é carregar nas costas a responsabilidade de
desenvolver uma atividade que já vem desde o tempo de seu avó. Nilo Sotto
Maior foi o responsável por trazer para Juiz de Fora, juntamente com seus
irmãos, Aristides Sotto Maior e Luís Décimo Sotto Maior, a primeira ótica de
Juiz de Fora e a terceira do Brasil, fundada em 17 de março de 1920.
Nilo Sotto Maior não perdeu tempo e ensinou o ofício para o filho - Nilo
Sotto Maior Filho - que continuou o seu trabalho. Nilo Filho
também deu um "jeitinho" de despertar no filho Eduardo a paixão pelo
ofício.
Eduardo Sotto Maior sabe da responsabilidade de levar à frente os
negócios que passam de geração para geração.
Eduardo começou a trabalhar na ótica do pai aos 16 anos e nunca mais saiu de
lá. Ele conta que chegou até a começar o curso de Medicina mas parou no meio
do caminho para continuar se dedicando à ótica. Trabalho que ele já exerce há
mais de 25 anos.
Eduardo sabe da grande responsabilidade que é carregar sozinho o peso de
mais de 80 anos de história e continuar a qualidade do serviço
oferecido pelo avó e pelo pai, mas diz que tudo isto vale a pena por ver a
vibração e o orgulho do seu pai de manter viva a tradição
da família.
Se você também é um filho que seguiu os exemplos do seu pai até mesmo na
carreira profissional, conte a sua história pra gente! É só enviar um e-mail
para redacao@acessa.com.
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