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    Amanda Beloti Amanda Beloti 12/01/2016

    Síndrome da Artéria Vértebro-Basilar – O Que é?

    Olá leitores! Hoje atenderei a um pedido de um leitor e falarei sobre a Síndrome da Artéria Vértebro-Basilar, que pode gerar muitos sintomas desencadeados pelo movimento da cabeça. É um assunto bem extenso e complexo, mas tentarei colocar em poucas palavras o que é mais importante de se saber sobre esta síndrome.

    Primeiramente, vamos entender um pouco da anatomia dos vasos sanguíneos que estão envolvidos nesta síndrome.

    As artérias vertebrais direita e esquerda derivam da artéria subclávia de cada lado e sobem pelo pescoço dentro dos forames transversos das vértebras cervicais, fundindo-se para formar um tronco único, que é a artéria basilar:

    A artéria basilar é uma das mais importantes pro cérebro, pois leva sangue para estruturas importantes na região posterior do encéfalo, como o cerebelo, a ponte, o bulbo (região de transição entre o cérebro e a medula) e o mesencéfalo, estruturas vitais, que regulam a respiração, vigília e sono, o andar, o equilíbrio, os movimentos, a coordenação e a sensibilidade dos braços e pernas, e os nervos cranianos, que são responsáveis pela movimentação dos olhos, pela audição, pela fala e pela deglutição.


    Estruturas irrigadas pela artéria basilar

    A Síndrome da Artéria Vértebro-Basilar se dá quando ocorre uma compressão das artérias vertebrais (entre C1 e C7), impedindo o sangue de chegar à artéria basilar, gerando uma insuficiência vascular cerebral. A arteriosclerose (presença de placas de gordura ou cálcio que obstruem a artéria) é a causa mais comum desta síndrome, podendo evoluir para um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

    A artrose cervical e a presença de osteófitos (formações ósseas em forma de gancho nas vértebras – conhecidos popularmente como "bico de papagaio") também podem provocar a Síndrome Vértebro-Basilar. Dependendo do movimento que a pessoa faz com a cabeça, as artérias vertebrais são comprimidas, interrompendo o fluxo sanguíneo para o cérebro.

    Existem, inclusive, alguns testes que o médico ou o fisioterapeuta podem fazer para observar a presença de sintomas da Síndrome Vértebro-Basilar. Abaixo podemos observar dois deles (ATENÇÃO: Não realizar estes testes por conta própria, eles devem ser executados por um profissional da área de saúde treinado):

    1) Teste de Maigne
    O paciente é colocado de barriga para cima, cabeça para fora da maca, com inclinação completa para trás e rodada para um dos lados, mantendo os olhos abertos, por 20 segundos. Enquanto isso, o examinador observa a ocorrência de algum sintoma.

    2) Teste de Hautant
    O paciente é colocado sentado, com os braços pra frente e mãos pra cima. O examinador solicita que ele feche os olhos e coloque a cabeça inclinada para trás e rode. Enquanto isso observa a ocorrência de algum sintoma. O teste é positivo quando uma das mãos vira e cai.

    Os sinais e sintomas da Síndrome Vértebro-Basilar são:

    • Náuseas
    • Sensação de desmaio
    • Nistagmo (movimento involuntário oscilatório e/ou rotatório do globo ocular)
    • Tontura
    • Visão turva
    • Dor de nuca
    • Dores irradiadas aos ombros ou ao braço

    O tratamento da Síndrome Vértebro-Basilar consiste em facilitar a circulação sanguínea para o cérebro, reduzindo a causa da obstrução.

    Caso haja obstrução por placas arterioescleróticas ou estenose (estreitamento) basilar, o médico pode optar pela administração de antiagregantes plaquetários para prevenção de isquemias. Além disso, um controle da pressão arterial, da diabetes e dos níveis de gordura no sangue deve ser feito com maior frequência. O tabagismo também é um fator de risco que deve ser controlado.

    Caso a origem seja alteração na coluna vertebral, o paciente deverá ser acompanhado por um Ortopedista e um Fisioterapeuta. Podem ocorrer contraturas musculares protetoras, que aumentam a compressão da artéria vertebral e acentuam os sintomas. Logo, faz-se necessária a administração de relaxantes musculares, antiinflamatórios, massagens de liberação miofascial, tração cervical, alongamentos cervicais, alongamentos e exercícios para membros superiores, aplicação de calor e realização de exercícios cervicais específicos com orientação, para que nenhum sintoma seja desencadeado. A orientação quanto ao travesseiro usado pelo paciente também se torna importante, visto que a compressão pode ocorrer durante o sono. Em casos mais graves, pode ser preciso o uso de um colar cervical por alguns dias, de acordo SEMPRE com a orientação médica.

    O mais importante é que os pacientes com esta síndrome necessitam de um suporte desenvolvido por uma equipe multidisciplinar para obter uma melhora na sua qualidade de vida.

    Obrigada pela leitura e até a próxima!


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Saiba mais.

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