O resultado do segundo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de 2009, foi divulgado nesta segunda-feira, dia 13 de abril, pela Secretaria de Saúde. O índice de infestação de dengue em Juiz de Fora aumentou nos últimos meses, subiu de 2,75%, em janeiro, para 3,51%, em março. Mesmo assim o número ainda é inferior ao apresentado no mesmo período em 2008 (3,63%). O Ministério da Saúde considera como alto risco de infestação os índices superiores a 3%.
Para a análise, a cidade foi dividida em 17 regiões. Em dez delas, o número de infestações
aumentou. Ao todo, foram encontrados 245 focos do mosquito transmissor. "Não há
regiões em que não existem focos, eles estão presentes em toda cidade"
, declara a
secretária de Saúde, Eunice Dantas.
Nos bairos Bonfim, Santa Rita, Alto Santa Rita, Marumbi, Progresso, Borborema e Santa Paula (ver mapas), a infestação chega a 10,5%, um novo recorde registrado na cidade. No Linhares, Penitenciária, Vila Almeida, Grajaú, Nossa Senhora Aparecida e Manoel Honório (ver mapa), o índice é de 8,11%. No último Liraa, realizado em janeiro, as regiões também foram as que apresentaram maiores índices, com 7,7% e 5,6%, respectivamente.
Juiz de Fora registra 48 casos confirmados da doença, sendo que 13 são importados, 33 autóctones e dois indeterminados. Mais de 90 suspeitas foram descartadas. Não foram notificados casos de dengue hemorrágica este ano. Apesar de o número ser três vezes inferior ao registrado em 2008, Eunice não descarta risco de epidemia na cidade.
A Secretaria de Saúde lança novas estratégias para combater a dengue. Quarenta e três
agentes foram contratados. Os profissionais fazem treinamento até sexta-feira, dia
17 de abril, e entram em campo na próxima semana. O quadro passa para 139 agentes.
Segundo o Ministério da Saúde, é necessário um agente para cada mil imóveis. Para cumprir a meta de fazer a inspeção e o combate aos focos em cem mil imóveis em 30 dias, a Prefeitura Municipal precisaria de cerca de 190 agentes nas ruas.
A secretária afirma que analisará os números nos próximos meses e estudará a necessidade de contratação de novos agentes. Embora a realização do próximo Liraa seja em outubro, a Secretaria faz um monitoramento inteligente, em que é possível ter os dados da doença em tempo real.
A Secretaria de Saúde também promoverá encontros com representantes de imobiliárias e com administradoras de condomínios para que eles possam ajudar no combate ao foco dos imóveis fechados. Haverá ainda reuniões com as construtoras, pois as obras são consideradas áreas de riscos.
Uma parceria foi firmada com a Gerência Regional de Saúde (GRS) e com
Secretaria de Atividades
Urbanas, para que esta atue na fiscalização de locais de risco, como depósitos de pneus.
Além disso, continuam as ações de mutirão de limpeza, varredura nas ruas, carreata e palestras
nas escolas. "O trabalho de combate à dengue é incansável e precisa ser
feito o ano inteiro."
Conforme o Liraa, 52% dos focos estão nas residências. Para Eunice, é preciso comprometimento da população nessa luta. As medidas de combate exigem a participação de toda a comunidade, visando interromper o ciclo de transmissão e contaminação.
A reprodução do mosquito Aedes aegypti ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas.
Fonte Ministério da Saúde
Os textos são revisados por Madalena Fernandes