Agora, é época de uma fruta muito gostosa e macia, que algumas pessoas chegam a confundir com o tomate, por sua aparência. Até o nutricionista, Arnaldo Pinheiro, certa vez, levou tomate para casa pensando que era caqui. "Eu estava correndo, peguei o tomate crente que era caqui. Quando cheguei em casa é que fui perceber", conta, rindo.
A dona de uma banca de frutas, Maria José, diz que é comum alguns de seus clientes não levarem o caqui, porque acham parecido com tomate. "Mesmo nunca tendo provado. Mas tem muita gente que compra e gosta", diz.
Entre as espécies do caqui - de nome científico Diospyros kaki L., da família das Ebenáceas, estão o coração-de-boi, rama-forte, taubaté, chocolate e estrela. O nome caqui veio de seu continente de origem, a Ásia, e significa amarelo-escuro. Maria José diz que tem uma espécie que, realmente, é mais amarelada e mais firme. "As mais vermelhas são mais doces". Arnaldo explica que este doce vem da frutose e não da glicose, como muitos pensam. Por isso, o caqui, segundo ele, é liberado para os diabéticos. "É uma fruta muito doce, porque a frutose adoça cinco vezes mais que a glicose".
O caqui também é um tônico estomacal, indicado nos casos de problemas do fígado e das vias respiratórias. Quanto ainda está verde, é indicado no combate da diarréia. Ao amadurecer, tem ação laxativa. Isso tudo, porque o caqui é adstringente.
Cada 100g desta fruta possui 72 calorias e é rica em fósforo, vitamina A, C e complexo B, além do licopeno. "O licopeno é o pigmento vermelho, importante na prevenção do câncer de próstata", diz Arnalado. A casca pode ser consumida e é uma forma de se ingerir fibra.
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