Com o calor não dando trégua, é importante sempre se hidratar. Beber muita água já virou lugar comum, por isso os sucos naturais são bem-vindos ao paladar.
O suco de caju está entre os mais populares, inclusive entre os industrializados. Mas para quem pensa que o caju é uma fruta, se engana. A fruta é a castanha, que só pode ser consumida depois de passar por um processo de industrialização especial.
A comerciante do Mercado Municipal de Juiz de Fora, Maria Aparecida Barros de Andrade (foto abaixo), conta que certa vez tentou assar uma castanha em casa, mas logo avisa que não de certo e que é perigoso.
"Não dá certo fazer em casa, porque a castanha solta muito óleo e queima a pele.
é muito perigosos fazer isso. A castanha que a gente compra em mercado passa
por um processo especial"
, diz Maria Aparecida, que enfatiza para ninguém
tentar em casa.
Ela ainda conta que há clientes seus que compram o caju especialmente para
fazer simpatia e como tratamento contra a calvície, usando a castanha.
"Mas sinceramente não sei que simpatia e nem como se usa para ter cabelos"
, afirma.
O cajueiro é uma planta brasileira, que é cultivada no litoral nordestino.
Maria Aparecida conta que o caju que chega em sua banca passa por São
Paulo e Rio de Janeiro antes de chegar a Juiz de Fora. "Dependendo
da quantidade que chega no Rio, pode ficar mais barata ou mais cara"
.
No Mercado Municipal, cada comerciante de frutas costuma adquirir de quatro
a cinco bandejas, que chegam às quartas-feiras e sábados.
Por seu fruto ser muito macio, eles vêm em bandejas ambaladas em plástico para proteger contra amassados. E a pouca quantidade, de três a quatro cajus por bandeja, tem uma explicação. Eles precisam ser consumidos o quanto antes. Na geladeira, dura aproximadamente uns dois dias. Para não murchar, a dica é envolvê-los em saco plástico. Para que for usar um caju somente, Maria Aparecida recomenda que se guarde os outros cajus no congelador. A casca deve estar firme, sem manchas ou machucados.
O fruto do caju pode ser vermelho ou amarelo e, dependendo da variedade, por ser até roxo-amarelada. No nordeste, quando o caju ainda está verde, é usado em sua culinária, em refogados ou picadinhos. Quando está maduro, é uma boa pedida para batida e coquetel primavera. A castanha do caju é um dos ingredientes do caruru, em receitas com peixes, bolinhos, arroz com champanhe e arroz colorido.
O caju é segunda fruta com maior área plantada no Brasil, ocupando uma área de 704 mil hectares, perdendo da laranja, que ocupa mais de 803 mil hectares e ganhando da banana, que ocupa mais ou menos 505 mil hectares.
As lavouras de cajueiros estão concentradas no Nordeste, principalmente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e do Piauí, em regiões muito secas e de terras arenosas, nas quais o cajueiro tem extraordinária adaptação.
O cajueiro é nativo do Brasil e ocorre naturalmente não apenas no Nordeste como também nas regiões de cerrado do Brasil Central e da Amazônia e o seu cultivo através das modernas técnicas de desenvolvidas pela Embrapa oferece ótima produtividade e abre perspectivas de retomada de espaço no mercado internacional, hoje dominado pela Índia, porque estudos feitos junto aos consumidores do Primeiro Mundo mostram que a castanha de caju é a mais apreciada entre todas as nozes e amêndoas.
Fonte: Jornal Entre Posto
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