A internet é, atualmente, o principal meio propagador de vírus, que são pragas com capacidade para alterar dados, capturar informações e ainda alterar o funcionamento normal do computador. Um dos métodos mais comuns é através de e-mail, entretanto programas de conversa online também são disseminadores de vírus.
Segundo o técnico de suporte da ACESSA.com Joel Barbieri (foto abaixo), existe uma enorme variedade de pragas. Dentre os mais conhecidos estão cavalo de tróia, worms (vermes), que podem ser interpretados como um tipo de vírus mais inteligente que os demais e os spywares - programas que ficam "espionando" as atividades dos internautas ou capturam informações sobre eles.
Barbieri conta que, quando o Windows foi criado, Bill Gates (fundador da Microsoft, uma das
empresas de software mais conhecidas do mundo) patenteou o sistema no
nome dele e as pessoas que o ajudaram na criação do sistema não aprovaram a atitude.
"Esses profissionais que sabiam das falhas do Windows começaram a criar o vírus para
atingir essas falhas e prejudicar o computador"
.
Muitas pessoas já receberam e-mail do tipo "Olhe a foto daquela nossa viagem". No corpo da mensagem há um texto atrativo, criativo que desperta a curiosidade do internauta para clicar no arquivo anexo. Às vezes, o remetente é desconhecido e há sempre artifícios inéditos que surpreendem até os usuários mais experientes. É neste anexo que se encontra o perigo, ou seja, o vírus.
Nas conversas onlines também acontece o mesmo. Pessoas adicionadas a sua lista
de amigos, enviam mensagens instantâneas que podem conter as pragas virtuais. Para
evitar que o computador seja infectado, Barbieri dá algumas dicas. Ele afirma que
deve-se sempre evitar abrir links ou fazer download de arquivos enviados
por desconhecidos.
Se receber mensagem contendo vírus, ou que há suspeitas, de uma pessoa conhecida,
deve-se comunicar com ela, pois ela pode não saber que o seu computador está contaminado
e que está enviando vírus para outras máquinas. "A única forma de identificar a
praga é falando"
. O técnico ainda alerta para as mensagens em inglês e para os
arquivos nas seguintes extensões: .exe, .scr, .cmd, .dll, .bat, .lnk, pois muitas
pragas chegam ao computador com essas terminações.
Passar informações importantes, como número de conta bancária ou documento, pelo
comunicador instantâneo é um ato que não pode ser feito. Se um dos computadores
estiver infectado, o conteúdo pode ser copiado. "Têm vírus que clona a página de
banco. Às vezes, as pessoas acham que estão digitando na página da instituição e estão
na que o vírus criou"
.
O técnico comenta ainda que existe um programa chamado sniffer que é capaz de interceptar e registrar o tráfego de dados em uma rede de computadores. Ele pode ser utilizado com propósitos maliciosos por espiões que tentam capturar o tráfego da rede, por exemplo para obter cópias de arquivos importantes durante sua transmissão, e obter senhas ou ver as conversações em tempo real.
É preciso também ter cuidado para os sites que pedem dados para fazer cadastros. "Em
páginas de baixar música, por exemplo, pede as informações para que você consiga fazer
o download e depois esses dados são aproveitados. Em sites conhecidos não
há problema, mas é bom atentar para essas inscrições"
. Uma alternativa é
criar um e-mail exclusivo para se cadastrar em sites ou participar de promoções e
não adicionar pessoas desconhecidas à lista de amigos.
Ele aconselha a manter o antivírus, anti-spyware e o firewall
sempre atualizados e configurados para examinar mensagens anexas. "Esses programas
ajudam a manter a segurança do computador"
, explica.
Caso haja a percepção de que a máquina já está infectada, o ideal é chamar um técnico.
"Se o vírus atingiu o sistema operacional, uma pessoa especializada pode fazer
a formatação, salvando documentos do word, músicas, fotos, dentre outros"
.