A indústria audiovisual cada vez mais introduz novidades no mercado e deixa confuso os consumidores que não sabem em qual equipamento de filmagem devem investir. Com a chegada da tecnologia digital, a geração analógica começa a sair de linha e é notória a evolução da qualidade das imagens.
Para quem quer comprar um equipamento para capturar imagens, o sócio de uma produtora
da cidade, Wernher Oliveira, aconselha a pensar no objetivo de quem
vai usar a filmadora. "É preciso saber se o objeto vai ser usado só para filmar
aniversários e eventos de família, se as imagens serão editadas e se há intenções
comerciais"
.
Após definida a necessidade, é hora de ver a forma de gravar os filmes. Existem filmadoras digitais em que o modelo de armazenamento é fita chamada miniDV e há também opções que gravam em discos de DVD. Segundo o vendedor Claudinei César Tavares há ainda uma tecnologia mais avançada, que usa um disco rígido (HD) igual ao dos computadores.
Tavares aponta uma das vantagens das filmadoras que usam disco rígido: maior capacidade de armazenagem. Ele afirma que evita-se com o HD a dependência das fitas miniDV ou do DVD. Entretanto, em todos os três formatos é fácil transferir os arquivos para o computador de forma rápida.
As câmeras profissionais usadas para comerciais de televisão e para cinema usam o cartão P2, considerado a grande novidade no uso de câmeras digitais. O cartão permite a gravação em HDTV (TV digital em alta definição). O diretor de fotografia, Mauro Pianta afirma que tanto as câmeras profissionais como as amadoras a tendência é de que elas sejam cada vez mais compactas.
Pianta revela que é preciso ainda atentar para a qualidade da lente, pois estas vão
determinar a qualidade da imagem. O diretor diz que é importante verificar se a filmadora
oferece recursos manuais. "Evita-se ficar preso só aos recursos automáticos. Quando
o cinegrafista quiser fazer uma fotografia diferente, a filmadora permite que ele
trabalhe como deseja"
.
Pianta reforça que vale também checar se há entrada e saída de áudio e se é possível
fazer a regulagem manual. Caso a pessoa deseja captar um áudio com qualidade superior,
será necessário adquirir um microfone.
O gerente de loja José Geraldo declara que o zoom de longo alcance também ajuda na captura de melhores imagens. Além da câmera e do microfone há ainda outros utensílios que o cinegrafista deve se atentar. Pianta enumera outras peças que compõem o kit básico: tripé semi-hidráulico, fone de ouvido e jogo simples de luz.
Oliveira ressalta que equipamentos profissionais são difíceis de serem encontrados em Juiz de Fora. Pianta diz que quando têm os preços costumam ser elevados. Os profissionais não têm dúvida em mencionar que São Paulo é uma boa opção para se fazer a aquisição de câmera profissional.
Quanto a assistência técnica para as filmadoras profissionais, São Paulo e Rio de Janeiro também são os locais mais indicados. Já para as amadoras e semi-profissionais, a cidade possui autorizadas de várias marcas.
A proprietária de uma assistência técnica Zilmara Campos Kitamura
afirma que os defeitos não são muito comuns. Ela recomenda alguns cuidados, como evitar
deixar as máquinas em locais úmidos e lembrar de ligar as filmadoras de vez em quando.
"Tem muitos clientes que falam que estão sem ligar a máquina faz tempo, mas não se deve
deixá-la abandonada"
.
Zilmara afirma que outro erro cometido pela maioria das pessoas é levar a câmera para a praia. Além do sol e da areia, a maresia é a grande vilã dos eletrônicos, pois ela corroe os equipamentos.