Mesmo em tempos de crise financeira, os jovens interessados em dar uma valorizada no currículo e um gás na aprendizagem de uma nova língua não desistem da possibilidade de fazer intercâmbio. Para quem está à procura de um programa, vale ficar atento à escolha do destino e à oferta de pacotes com preços mais econômicos por parte das agências.
Atualmente, os Estados Unidos, que sempre foram os mais populares entre os intercambistas, perdem espaço para outros destinos, como
Austrália, Canadá e Nova Zelândia. "O dólar canadense e o australiano variaram pouco com a crise e é uma moeda mais barata"
,
explica a consultora de viagem Giuliana Temponi Gomes.
A jornalista Renata Solano (foto abaixo) decidiu viajar para a Austrália em novembro de 2008, época em que a crise estourava. Ela conta que o seu
objetivo com a viagem é aprender inglês e, de quebra, desfrutar da oportunidade de conhecer o país. "Desde o inicio da faculdade,
queria fazer intercâmbio, mas sempre protelava. Entre estágios e namoros, deixava tudo para lá! Com a conclusão do curso, percebi
que a hora tinha chegado."
Segundo Renata, o que pesou na escolha pela Austrália não foi o preço da moeda, mas o fato de o país ter clima parecido com o
Brasil. Para pagar os custos com alimentação e moradia, ela precisa trabalhar. "A crise afetou esse lado do mundo. Moro numa
homestay e a familia comenta, sim, sobre a crise mundial e também vejo algumas coisas na televisão sobre o assunto. Está muito difícil
conseguir emprego por aqui."
A variedade de modalidades de intercâmbio internacional é muito grande. Há ofertas de cursos de idiomas, de graduação, de
especialização e de experiências profissionais. Antes de tomar a decisão sobre o destino e o tipo de
programa, é indicado que se
leia bastante sobre o país onde se pretende estudar e/ou trabalhar.
A agente de viagem Mônica Picorelli (foto abaixo) afirma que a procura por intercâmbio está concentrada na faixa etária entre 18 e 30 anos. Ela diz ainda que na agência onde trabalha, os cursos de língua - a maioria de inglês – são os mais requisitados pelos intercambistas.
Conforme o diretor de agência de viagem Iru Justiniano, o ideal é que o intercambista procure programas ou destinos
em que possa conciliar estudo com trabalho. Para ele, o jovem não pode selecionar o emprego, deve aceitar as oportunidades.
"Mesmo que o trabalho não agrade, a pessoa deve aceitar para fazer contatos e conseguir, depois, uma coisa melhor."
Se a opção for por intercâmbio de trabalho remunerado no exterior, Giuliana aconselha ir com o emprego arrumado. "Os empregadores
vêm ao Brasil e contratam os interessados."
Outra dica da consultora é planejar a viagem com antecedência. "Se for para estudo,
a preparação deve começar no mínimo três meses antes. Se for para trabalhar, quanto antes decidir é melhor, para garantir o
emprego."
Ela diz ainda que todo intercambista deve levar uma grana extra para
não passar aperto, se acontecer algum problema.
Segundo Mônica, o setor sente impactos da variação do dólar. Desde setembro, ela percebe uma queda de 20% na
procura por intercâmbio. Para Iru, o período crítico para o setor foi de outubro a dezembro. "Nesses meses,
o medo e a
insegurança por não saber direito o que estava acontecendo afastaram os intercambistas."
No entanto, ele afirma que o ano de 2009 começou com pé direito. "As pessoas relaxaram e voltaram a se interessar pelo intercâmbio.
Desde janeiro, o movimento na agência tem sido surpreendente."
Para evitar que a crise econômica prejudique as vendas de pacotes,
o estabelecimento onde Giuliana trabalha pretende apostar nas promoções e nas facilidades de pagamento para conquistar os clientes.
* As informações foram baseadas em material da empresa Go to world
* Os textos são revisados por Madalena Fernandes