Quinta-feira, 16 de abril de 2009, atualizada às 19h
Secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais visita Museu Mariano Procópio
Repórter
O secretário de Estado da Cultura de Minas Gerais, Paulo Brant, visitou a Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) na tarde desta quinta-feira, dia 16 de abril. O objetivo foi conhecer as necessidades de restauração do museu para identificar ações que podem ser desenvolvidas com parceria entre Estado e município.
Segundo o secretário, o investimento para a reforma do museu é significativo. "O poder
público deve assumir a responsabilidade."
Ele reconhece que os mecanismos de financiamentos não
são mais adequados à realidade da sociedade atual. "Não temos como cobrir todas as demandas."
Para o diretor do Museu,
Douglas Fazollato, a visita do secretário é importante para efetivar a
parceria. "O Museu representa a riqueza da cidade e a Prefeitura de Juiz de Fora quer abri-lo o mais breve
possível."
A visita começou pela Villa Ferreira Lage, casa em que morou Mariano Procópio. O prédio, em estilo Renascentista, é de 1861 e se encontra vazio. As obras de reparos na estrutura ainda não começaram.
Depois, o secretário foi ao Prédio Mariano Procópio, conhecido como Prédio Anexo, que conta com mais de 45 mil peças do Brasil Império, pertencentes à família de Alfredo Ferreira Lage, seu fundador. O edifício está fechado para reformas há um ano. Entretanto, desde que foram deflagradas as operações Pasárgada e João-de-Barro, em julho de 2008, as obras estão paradas.
Foram reformados o telhado do prédio, a fachada lateral e frontal, além de ter sido feito o reforço na estrutura. Não há previsão para o término das obras. Douglas afirma que a conclusão depende de recursos de projetos em andamento e também de solucionar pendências burocráticas.
Estima-se que sejam necessários cerca de R$ 3 milhões para entregar as obras na Vila, sem contar os recursos que já estão aprovados. Para o Prédio Mariano Procópio, ainda não foi definido o valor dos recursos, dependendo de concluir as etapas paralisadas, como a fachada, e a especificações e contratação de projeto museográfico.
Desde 2005, foram investidos mais de R$ 7 milhões no museu, captados por meio de projetos específicos, editais de fomento à cultura, patrocínio de grandes empresas e também com verba da Prefeitura de Juiz de Fora.
O diretor apresentou outros projetos que ainda dependem de recursos, como a
construção da sede administrativa da Mapro. O Parque do Museu, reaberto para visitação
em julho de 2008, depois de dois anos de obra, também não está todo pronto.
O espaço deverá passar por reformas.
Douglas comemora o número de visitantes que o Parque atrai. "Contabilizamos 27 mil
visitantes ao mês."
Em dezembro, Brant também esteve na cidade. Ele visitou o Museu do Crédito Real.
Os textos são revisados por Madalena Fernandes
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