Educação
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Sílvia Zoche
06/08/04
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Saber a matemática básica, que é teoricamente a do ginásio, é
essencial para a compreensão da matemática do 2º grau. Uma boa base, isso
não somente nesta matéria, facilita qualquer estudo.
Alguns exemplos de matemática básica são:
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Segundo o professor de matemática e física,
Anderson de Castro Oliveira (foto abaixo), a aritmética dos inteiros
está sempre aparecendo no vestibular
e, às vezes, com uma ou duas questões na prova aberta.
Mas não existe motivo para temores. Atualmente, as provas de vestibular
estão enfatizando o uso da matemática no dia-a-dia do aluno.
"Lógico que
você não consegue contextualizar todos os
assuntos da matemática, mas a banca elabora o máximo de questões
contextualizadas possíveis. Ou seja, não existe mais aquela prova de
decoreba de fórmula, de macete, muito pelo contrário. Algumas questões,
inclusive, são direcionadas para que o aluno consiga resolver,
mesmo que tenha somente um conhecimento
mínimo", diz Anderson.
| Mais freqüência |
O professor dá algumas dicas do que mais freqüentemente tem aparecido nas provas de vestibular. Mas ressalta que isto não é via de regra. "Eu não tenho a pretensão de falar que vou acertar os assuntos da prova. Eu estou dando uma diretriz pelo que vem caindo nas últimas provas e pelas reuniões que temos com o departamento de matemática", esclarece.
Para quem não está com tempo suficiente para estudar toda a matéria, Anderson fala sobre alguns tópicos que a pessoa pode priorizar.
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O professor completa dizendo que se a banca mantiver a linha de trabalho, 60% a 70% da prova está nos conteúdos listados acima.
| Na prática |

Quando for resolver um problema, a dica é não pensar que está resolvendo uma questão de matemática. "É tentar se colocar diante do problema como se fosse um problema da sua vida prática", indica Anderson. Dessa forma, o trauma pode ser banido. "Quando se fala em matemática e física, o que vem na cabeça é fórmula e decoreba. E é tudo que não é cobrado na prova da UFJF e nas provas dos vestibulares da redondeza que a gente acompanha", explica.
Ler com bastante atenção é outra dica do professor. Ele costuma dizer que 50% dos problemas são de interpretação de texto. "Se você conseguir interpretar as informações do enunciado e o que ele está pedindo, já é metade do caminho andado. Lógico que o aluno deve ter algum conhecimento básico", diz.
| Visão em 3D |

Assistir às aulas de geometria espacial requer facilidade em visualizar em três dimensões. Para quem acha essa tarefa difícil, Anderson recomenda um exercício em casa, antes de resolver qualquer problema.
"Em casa, você está assistindo à televisão. Se tiver um tempinho, pegue um papel e tente desenhar a estante e a televisão que você está vendo. Assim você acostuma o seu cérebro a enxergar em três dimensões", explica. Procure mudar o seu ângulo de visão e faça mais desenhos. Quando for estudar, tente desenhar as figuras do livro.
"No início, você pode até desenhar olhando no livro e, simplesmente, tentar redesenhar a figura para que seu cérebro se acostume com esta visão", completa a dica.
Quando começar a estudar, o aluno deve associar as questões a seu cotidiano. Anderson exemplifica com a figura de um paralelepípedo reto retângulo. "Esta sala é um paralelepípedo reto retângulo, por exemplo. Um cilíndro: lembre-se de uma latinha de refrigerante. Um cone: a casquinha do sorvete. Associe sempre com imagens do dia-a-dia, porque nosso cérebro já está acostumado".
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O professor de matemática e física, Anderson de Castro Oliveira, fala que
decorar fórmulas é coisa do passado. Clique e ouça!