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De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora,
o gastroenterologista Gilson Salomão, o mercado na cidade para os
profissionais recém-formados em Medicina está extremamente conturbado e
hipertrofiado. "Aqui em Juiz de Fora e região, há um médico para cada
habitante, sendo que a Organização Mundial de Saúde estabelece um
média de um médico para cada mil habitantes", explica.
E o médico diz que a situação tende a ficar pior em função do aumento do número de formandos com as duas faculdades particulares da cidade - uma já funcionando há um ano e meio e a outra com previsão de abertura para o próximo ano. "Juiz de Fora está próxima dos grandes centros e o alto número de médicos concentrado na cidade gera uma desvalorização profissional e a situação do subemprego".
Em relação às especialidades em alta, Salomão esclarece que hoje está acontecendo um resgate às origens o que faz a medicina familiar estar em moda. "As superespecialidades perderam um pouco de força. O Sistema Único de Saúde e os convênios não as tornam financeiramente atrativas".
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