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    Jornalista: o profissional da informação Nem só de televisão, rádio e jornal
    vive um profissional da área

    Thiago Werneck
    *Colaboração
    12/04/2007

    Quem nunca teve o sonho de aparecer na televisão, ser apresentador ou repórter de um jornal famoso? Ter um programa de audiência, entrevistar famosos ou ser locutor de uma rádio? Mas se ilude quem acredita que o jornalismo é o passaporte para o glamour. O caminho para chegar até esse ponto é árduo e está cada vez mais difícil.

    Hoje o mercado de rádio, TV e jornal impresso está cada vez mais restrito. A comunicação empresarial, assessoria de imprensa e o jornalismo on-line são as principais alternativas de emprego para os recém formados.

    A coordenadora do curso de Jornalismo de uma instituição de ensino superior de Juiz de Fora, Maristela Rocha (foto abaixo), ressalta que só quem apresentar algum diferencial entrará no mercado. "Só quem tem muitas habilidades em diversas áreas vai se dar bem. Às vezes, há muita ilusão e a realidade é dura, com um mercado com pouca abertura e baixos salários", avalia.

    Mas nem só por dificuldades passa o profissional da área. Maristela destaca que o aluno que não fica só em sala de aula pode ter sucesso na profissão.

    "O estudante tem que ser multimídia, conhecer línguas estrangeiras, saber de tudo um pouco. Esse é o perfil de um profissional vencedor. Acredito no espírito de empreendedorismo do aluno, que só assim vai ter sucesso. É um curso para quem sabe que vai gostar da profissão. Tem que haver paixão e entrega", analisa.

    Para Maristela, o profissional de hoje, não só o jornalista, precisa "vender" seu trabalho. "Quem entra no mercado tem que mostrar algo novo, oferecer algum diferencial", ressalta. O profissional da área tem que ser jornalista 24 horas, trabalhar aos sábados e até mesmo em feriados e domingos. Não pode parar um minuto, e pode ser chamado a qualquer momento do dia para fazer uma reportagem de plantão cobrindo algo que tenha acontecido de madrugada, por exemplo.

    O dia-a-dia do jornalista

    Jornalista Marise Baesso Jornalista há 14 anos, Marise Baesso (foto) lembra que o dia-a-dia é sempre corrido e que o espírito de indignação é essencial na profissão. "Quem vai entrar na área, hoje, tem primeiro que ler muito e ter um bom texto. Em seguida é preciso ter curiosidade, buscar a notícia, investigar as informações e ter muito cuidado na hora de redigí-las", afirma.

    Os desafios da profissão não param por aí. Marise conta que tem que se desdobrar em dois empregos para levar uma vida financeira mais sossegada. "O salário é baixo, então para ficar bem, o ideal é ter dois empregos. E isso aumenta ainda mais a correria. É uma loucura. Temos que achar um assunto que possa virar notícia, apurar, pesquisar e tudo com um tempo pré-determinado de entrega", conta.

    Segundo Marise, não adianta pensar que o jornalista vai mudar o mundo e melhorar a situação do país através de um jornal. "Escolhi a profissão porque eu tinha essa ideologia de resolver todos os problemas da sociedade com meu trabalho. Era um pensamento bem romântico. Porque na verdade você tem que seguir a ideologia da empresa. Mas mesmo assim, as denúncias que publicamos diariamente, o fato de mostrarmos a realidade e ajudarmos a comunidade já traz grande satisfação", conta.

    Na assessoria de imprensa

    Jornalista, Mila Pernisa Foi para fugir um pouco dessa correria e da pressão diária, sofrida nos meios de comunicação, que a jornalista Mila Barbosa Pernisa (foto) escolheu trabalhar na área da assessoria de imprensa. "Existe pressão também, mas não é tanta. Também não há correria do dia-a-dia. Criatividade e estar sempre atualizada é essencial nesta área da nossa profissão", relata Mila.

    O assessor de imprensa é responsável pelo contato da empresa, ou personalidade, com os meios de comunicação. Mila explica que a forma de trabalho varia de acordo com o cliente. "Na maioria das vezes, nosso papel é transformar a notícia de uma empresa em interesse público. Temos que estar sempre atentos a vários assuntos e acompanhar os jornais com olhos atentos, para fazer com que nosso cliente saia na mídia", resume.

    Muitas vezes, este trabalho de assessoria se transforma em gestor de comunicação o que implica em mais funções e outras diferentes tarefas."Passa a ser nosso papel fazer o jornal da empresa, promover a comunicação entre funcionários entra outras atividades. Não basta empurrar um release(texto informativo da empresa) para imprensa. Tem que haver um gancho para que nosso cliente possa ter uma propaganda gratuita na mídia", revela Mila.

    O curso de Jornalismo

    Materiais de um jornalista Nas faculdades de jornalismo de Juiz de Fora os estudantes começam vendo bastante teoria. Entre as disciplinas podem aparecer, de acordo com cada instituição, sociologia, antropologia, realidade sócio- político econômica do Brasil são as matérias do primeiro ano do curso. Maristela lembra que, apesar disso, tudo está sempre relacionado com a pratica. "Os professores sempre relacionam a parte teórica com o que os estudantes vão encontrar mais para frente nas matérias práticas", afirma.

    Depois de ver matérias como teorias da comunicação, estética e culturas de massa, o acadêmico faz matérias práticas, envolvendo-se com jornal impresso e hipermídia, seguidos de rádio e televisão. Na maioria das faculdades o curso tem quatro anos de duração e o recém-formado pode trabalhar em qualquer empresa e meio de comunicação.

    Faculdade em JF

    As opções do curso de Jornalismo, em Juiz de Fora, aparecem em cinco instituições, atualmente.


    *Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF

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