Sexta-feira, dia 30 de novembro de 2007, atualizada às 13h
Estudantes se aliam ao combate à dengue e percorrem bairros da cidade para dar instruções
contra proliferação do mosquito
Marinella Souza
*Colaboração
Alunos da faculdade de Enfermagem de uma faculdade particular de Juiz de Fora,
coordenados pela professora
Lúcia Cangussu, estão percorrendo os bairros do centro da cidade para
combate ao mosquito da dengue.
Segundo a professora, o Projeto contra a dengue tem duplo objetivo.
"Em primeiro lugar, queremos levar informações mais precisas em relação à dengue
para as pessoas e, em segundo lugar, queremos ensinar os futuros profissionais a
educarem a população"
, conta.
Os alunos fizeram curso de capacitação e as visitas seguem mapeamento realizado
pela GRS e pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde,
Saneamento e Desenvolvimento Ambiental (SSSDA). Lúcia conta que serão visitados os
bairros onde há maior foco do mosquito.
"Ao contrário do que se pensa, a dengue é uma doença de rico. Por isso, vamos
concentrar nossas ações nos bairros do centro da cidade, começando pelo Jardim
Glória"
, justifica.
Não há previsão de quando os trabalhos chegam ao fim, mas o projeto tende a continuar.
Os alunos vão fazer o combate ao mosquito e ensinar a perceber os sintomas
da doença. Além disso, será realizada uma pesquisa para descobrir qual o nível de
informação que as pessoas têm da doença.
Veja as medidas para eliminar os criadouros do mosquito:
Manter cobertos vasos, caixas de água, barris, cisternas, pneus velhos e
qualquer outro recipiente que possa reter água da chuva;
Pessoas que cultivam plantas devem ter cuidado redobrado. Vasos com plantas
aquáticas devem ter a água trocada e ser limpos com freqüência, de preferência
com uma bucha ou escova. Já plantas que não necessitam de água podem ser
transferidas para vasos com terra;
Evite ter em casa plantas que acumulem água, como babosa, espada-de-São-Jorge
, bambus, bananeiras e bromélias;
Garrafas devem ser guardadas de cabeça para baixo, para evitar que acumulem
a água da chuva, de preferência em um local coberto;
Troque a água de bebedouros de animais diariamente. Mantenha limpas as calhas,
lajes e piscinas;
Produtos descartáveis, como copos plásticos, devem ser jogados no lixo e
posteriormente entregues em postos de reciclagem;
Como os ovos que as fêmeas dos mosquitos põem nos recipientes com água parada
e limpa ficam presos em suas paredes, não é suficiente apenas trocar a água.
É necessário limpá-los bem, de preferência com uma escova ou bucha, para que
os ovos se soltem.
*Fonte SSSDA
* Marinella Souza é estudante de Comunicação Social da UFJF
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