A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora completa, em 2008, 154 anos de história. Durante a trajetória, passou por dificuldades, mas se recuperou e se constitui um dos hospitais referências em Juiz de Fora e no Brasil.
O provedor da instituição, José Carlos Oliveira Texeira, afirma que o hospital atua
em todas as áreas de cirurgia. Por ano, são realizadas cerca de 12 mil, se destacando
em cirurgias de alta complexidade. "Temos equipamentos e profissionais
para realizar cirurgias cardíaca, de ortopedia, de traumatologia, hemodinâmica, neurocirurgia
e de oftamologia"
, diz.
A Santa Casa disponibiliza serviços também na área de clínica médica, laboratório e radiologia. Trabalha ainda com os transplantes. Em julho, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO)/ Regional Zona da Mata foi transferida para a instituição com o objetivo de otimizar ainda mais as doações de órgãos.
E instituição comemora, também em 2008, os 25 anos de realização do primeiro transplante renal
feito em Juiz de Fora. Na área de ensino, oferece a residência médica, o curso técnico
de enfermagem, além de outros cursos para a comunidade. "Temos mais de 40 médicos
fazendo residência na pediatria, cirurgia geral, clínica médica, ginecologia e obstetrícia,
ortopedia e traumatologia e cardilogia. Estabelecemos convênio com as faculdades próximas
a Juiz de Fora para que os alunos no último período do curso possam passar pelo internato"
.
Há também profissionais se dedicando às pesquisas. Ampliando ainda mais a sua atuação,
foi adquirida recentemente, a Casa "Solar Colucci", que fica ao lado do prédio. "Existe
o projeto de instalarmos uma Casa de Atendimento ao Parto Humanizado ou de tranferirmos
a área administrativa para o local"
.
Por ser uma instituição filantrópica, cerca de 60% dos atendimentos são realizados pelo SUS. Cumprindo a responsabilidade social, a Santa Casa, desde o ano passado, ajuda o CEPROM. O Complexo é um dos maiores estabelecimentos da cidade em termos de contratação de recursos especializados, gerando emprego a cerca de 1.400 pessoas.
Segundo o provedor, um dos maiores desafios que a Santa Casa enfrentou foi no período
entre 1998 e 2000. "A instituição estava com déficit de R$ 20 milhões"
, relembra.
Para reestruturar o equilíbrio financeiro, uma nova diretoria foi nomeada. "Entramos
em 2000 para atuarmos no prazo de seis meses. Tivemos que reduzir os custos, demitimos
funcionários, dentre outras atitudes. Os membros da diretoria foram releitos por mais três
anos. Em 2002, conseguimos financiamento com o Banco do Brasil, através do BNDS de
R$ 10 milhões com pagamento em sete anos"
.
Com a dívida quitada, a diretoria se reelegeu por mais três anos e, em
seguida, por mais três. A gestão termina em dezembro de 2009. "Conseguimos
reconquistar a credibilidade perante a sociedade"
, afirma o provedor.