Terça-feira, 07 de outubro de 2008, atualizada às 12h44
Médicos e servidores públicos estaduais da área de saúde cedidos à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) vão paralisar suas atividades no dia 15 de outubro. Os detalhes e as próximas ações ainda vão ser decididos em assembléia nesta quinta-feira, 09.
A categoria quer conquistar o valor referente à produtividade do setor, que corresponde a cerca de um salário mensal. Este benefício é pago aos funcionários que continuam prestando serviços para o governo do Estado. O secretário-geral do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Geraldo Sette, diz que o próprio contrato que cede os profissionais ao município garante a eles os mesmos benefícios.
O Sindicato também faz outras duas reivindicações que vão beneficiar todos os
servidores estaduais, inclusive os que ainda servem ao Estado.
Uma é a conquista da progressão por tempo de serviço, que, segundo Sette,
não foi levada em consideração na tabela remuneratória do governo de Minas. A categoria também quer
receber o adicional de insalubridade. "Não recebemos e isso prejudica a longo prazo,
na aposentadoria especial"
.
Sette diz que houve duas reuniões com a
Secretaria de Estado de Planejamento
e Gestão de Minas Gerais
(Seplag) para discutir sobre a questão da produtividade do setor, entretanto a categoria não teve retorno concreto.
Apesar de os funcionários serem contratados pelo governo de Minas, a Prefeitura vai ser notificada.
"Ela é a tomadora de serviços"
.
A assessoria da Seplag informou que as negociações salariais estão sendo debatidas
entre a Secretaria e os sindicatos representativos.
O Sindicato espera grande adesão ao movimento do próximo dia 15. São 350 profissionais estaduais
da área de saúde municipalizados. "Mesmo os que atendem à urgência e emergência devem
parar e os funcionários da Prefeitura vão fazer o atendimento"
.