Cerca de 30% dos juizforanos possuem colesterol alto e a cidade segue a média mundial. Na data em que se comemora o Dia Nacional de Controle do Colesterol, 08 de agosto, especialista alerta para os riscos do distúrbio.
O cardiologista Geraldo Luiz Dias Casali explica que colesterol é uma gordura produzida pelo fígado e usada pelo organismo para fabricar hormônio. Devido à alimentação irregular ou por genética, o órgão pode passar a produzir mais colesterol.
"Com o decorrer dos anos, o excesso de colesterol na circulação se acumula
na artéria, causando o entupimento. A região que é nutrida pela artéria entupida vai
deixando de receber oxigênio, provocando a morte das células e, conseqüentemente, o
infarto, se a artéria for do coração ou o acidente vascular cerebral, se for do
cérebro"
, explica.
Segundo Casali, existem dois tipos de colesterol: o LDL (ruim), que impede a circulação do sangue na artéria; e o HDL (bom), que atua como protetor da parede arterial contra o LDL. Ele afirma que o nível normal de Colesterol total (LDL + HDL) é até 240 mg/dL, mas que o ideal é até 200 mg/dL
Para detectar a alteração do colesterol é preciso fazer o exame. "Deve-se analisar
que tipo de colesterol alto o paciente tem, se é o causado por alimentação ou se
por tendência familiar"
.
Se há um descontrole dos níveis desejáveis de colesterol, o paciente deve tentar
reduzir o LDL, com uma alimentação balanceada e, dependendo do caso, com o auxílio de
medicamentos a base química de estatinas. Precisa também aumentar os índices de HDL
e, para isso, os exercícios físicos regulares são os indicados.
O médico ressalta que quando uma pessoa faz uma dieta adequada, consegue reduzir 25% do LDL. Mas se existir problema genético é necessário o uso de remédios. Ele descarta o mito de que só os adultos têm colesterol elevado.
"As pessoas acham que só quando está na idade de ter problema cardíaco que precisam
se preocupar com o colesterol, mas crianças também podem sofrer com o distúrbio,
principalmente aquelas em que os pais possuem a tendência. Neste caso, o tratamento
deve começar na infância"
.
Ele afirma que pacientes acima dos 30 anos devem fazer exame de sangue para avaliar
o colesterol anualmente. "Se eles já sofrem com a alteração, o intervalo do teste
varia de acordo com a resposta terapêutica"
.
No caso de diabéticos, o controle precisa ser mais rigoroso, já que os pacientes possuem uma deficiência na constituição da artéria que facilita o acúmulo do colesterol.
Para combater o colesterol alto, o médico indica a mudança nos hábitos alimentares.
"A sociedade no pós-guerra começou a consumir fast food, que não são
saudáveis"
.
O médico afirma que alimentos que contêm gordura trans devem ser evitados, assim como os de origem animal (carnes bovina, suína, aves, frutos do mar, miúdos, gema de ovo, frios, embutidos e peixes) e derivados de leite (leite integral, iogurte, coalhada, manteiga, queijos, creme de leite, chantili).
Ele recomenda também para prevenir doenças aterosclerótica, além de controlar o colesterol, parar de fumar, combater a obesidade, praticar atividades físicas, controlar a hipertensão arterial e a diabete.