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Pintas

10/04/2001


Todos nós temos em média 40 a 60 pintas. Elas se manifestam em diferentes cores, tamanhos e formatos. Algumas são chatas, outras elevadas, grandes ou pequenas. Podem aparecer em qualquer lugar da pele, sozinhas ou em grupo. Fique atento se elas mudarem rapidamente de aparência!

As pintas podem ser um sinal sexy na mulher, como é a da Cindy Crawford ou a pinta na perna da apresentadora Angélica. Mas nem todas as pintas são charmosas! Elas podem ser muito altas, grandes, podem conter cabelos escuros ou serem perigosas.

As pintas estão determinadas antes de a pessoa nascer. A maioria aparece nos primeiros 20 anos de vida, apesar de algumas se manifestarem mais tardiamente. O sol, gravidez e anticoncepcional podem aumentar o número de pintas.

São geralmente no início chatas, rosadas, lembrando uma sarda. Com o tempo elas aumentam lentamente de tamanho, de cor e podem desenvolver cabelos.

Tipos de Pintas

  • Certos tipos de pintas têm maior chance de se malignizarem, e podem desenvolver uma forma de câncer de pele chamada Melanoma Maligno.

  • Queimaduras solares e pessoas com grandes números de pintas (maior que 100 pintas) também tem maior risco de desenvolver melanoma.

  • Um entre 100 pacientes apresentam pintas já ao nascimento, e são chamadas Nevos Congênitos. Estas pintas que já nascem com o paciente têm maior chance de desenvolver melanoma do que as pintas que aparecem tardiamente, principalmente se o nevo congenito é maior que 8 inches.

  • Pintas conhecidas como Nevo Displástico ou Pintas atípicas são maiores que a média (usualmente maiores que um fundo de lápis) e com formatos e bordas irregulares. Tendem a ter tons diferentes de cor dentro dela. Têm maior chance de se malignizarem, e o paciente deve visitar periodicamente o dermatologista.

  • Pintas em áreas de trauma e em mucosas como oral e genital devem ser avaliadas periodicamente.

  • Pintas em unhas têm grande chance de malignizar. Às vezes se manifestam como faixa escura nas unhas.

Auto Exame

É muito importante o auto exame do paciente, a fim de ver se alguma pinta está modificando rapidamente. Os sinais de malignizaçao de uma pinta - o ABCD do melanoma:

Quais são os sinais que sugerem que a pinta pode estar se malignizando?


De Assimetria: fique atento se uma metade da lesão é muito diferente da outra metade

De Borda: bordas da pinta ficam subitamente rasgadas, borradas ou irregulares

De cor: não é bom sinal se houver vários tons de marrom, preto, vermelho, branco ou azul dentro de uma só pinta

De diâmetro: quando o diâmetro de uma pinta é maior que 6 mm

Outras manchas escuras da pele:

Você também pode encontrar pontos escuros na sua pele que não são nevos. Podem ser as sardas, que diminuem no inverno e aumentam no verão, aparecem em áreas expostas, e são mais comum em pessoas claras.

Com a idade aparecem também as queratoses actínicas, que são asperezas ou verrugas pequenas e claras em áreas expostas ao sol. As queratoses seborreicas são pápulas amarronzadas, verrucosas, que muito raramente evoluem para câncer de pele.

Tratamento das Pintas

A maioria não requer tratamento.
As que devem ser tratadas são as que aumentam rapidamente de tamanho, forma ou cor, quando sangram, coçam, dóem ou apareceram a primeira vez após os 20 anos.

Muitos pacientes querem tirar pintas que estão em áreas facilmente traumatizáveis, como em áreas de barba, em locais onde a roupa pode irritar, ou porque são inestéticas.

O melhor jeito de tirar uma pinta é com o bisturi, cortando bem em profundidade e depois suturar. Normalmente é um procedimento muito rápido, feito com anestesia local igual à de dentista...

A cicatriz fica excelente ou imperceptível quando a pinta é na face, pescoço e dobras. Pintas no tronco e membros podem deixar pequenas cicatrizes. Sempre deve-se fazer infiltração intralesional de corticóide imediatamente após a retirada da pinta se o paciente já tem história prévia de quelóide.

Mensagem sobre o câncer de pele

Leitores,
Não se preocupem tanto com o câncer de pele. É realmente uma realidade no Brasil com clima tropical e onde as pessoas curtem tanto o sol! Mas é uma doença facilmente diagnosticada, tratada e curada. Para isso deve-se procurar um especialista periodicamente ou sempre que notar alguma verruga ou pinta diferente!


Cristina Mansur
é dermatologista, professora e chefe
da disciplina de Cosmiatria do Serviço
de Pós-Graduaçao em Dermatologia da UFJF.
Saiba mais clicando aqui.

Sobre quais temas (da área de dermatologia) você quer ler novos artigos nesta seção? A médica Cristina Mansur aguarda suas sugestões no e-mail mansur@jfservice.com.br

Comentários

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Tassi Camargo: Fiquei com medo! :s Tenho muitas

Weverton William Maciel: Interessante