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Artigo Como melhorar o seu potencial cerebral
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Não é raro que as pessoas esqueçam nomes, compromissos, local onde
determinado objeto doméstico foi guardado, datas de aniversários nunca antes
esquecidos, ou mesmo que já contaram aquela história para a mesma pessoa
várias vezes. Entretanto, a partir da meia-idade, quarenta ou quarenta e
cinco anos, ou às vezes, até um pouco antes, esses pequenos esquecimentos
costumam ser mais freqüentes e não associados, simplesmente, às atribulações
cotidianas. Diante disso, é comum ouvir comentários do tipo - Você está
perdendo a memória, está muito esquecido; ou popularmente - Você está
caducando. Algumas vezes esses comentários são motivo de piada e risos, mas
às vezes somam uma certa preocupação, principalmente, para pessoas muito
exigentes consigo mesmas.
Os esquecimentos costumam ser de acontecimentos recentes, ao passo que fatos passados a muito tempo, dificilmente saem da memória. Esse fato costuma estar associado ao envelhecimento, o que pode causar um desconforto, já que a sociedade em que se vive, equivocadamente, preza o novo em detrimento do velho. E o sentimento de impotência diante da trajetória da vida, torna-se um incômodo, podendo até, de forma mais veemente, desencadear um processo depressivo.
A grande novidade, nesse contexto, é que a ciência não evolui somente num
âmbito teórico, mas principalmente, no prático. A fantástica descoberta da
Neurociência, vem revelar que o cérebro, apesar de envelhecer,
continua a possuir uma capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão
de suas conexões. Conscientes dessa descoberta, os autores Lawrence Katz e
Manning Rubin (2000), revelam que é possível tomar providências para
combater os esquecimentos, favorecendo a diminuição do desconforto.
Enfatizam que as pesquisas do cérebro mais recentes apontam para novos
métodos que podem ser incorporados às atividades diárias a fim de
desenvolver e manter as conexões cerebrais. Através dessas estratégias, a
pessoa pode aumentar a capacidade do seu cérebro de lidar com declínios na
agilidade mental.
O nome que deram a essas estratégias é Neuróbica, a 'aeróbica dos neurônios'. Katz e Rubin, ensinam que a Neuróbica é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Esse exercício aumenta a saúde geral do cérebro, durante o percurso da vida e enquanto se envelhece.
Eles esclarecem que o programa de exercícios oferece ao cérebro experiências
fora da rotina ou inesperadas, usando várias combinações dos sentidos -
visão, olfato, tato, paladar e audição -, além do "sentido" emocional.
Estimula padrões de atividade neural que cria mais conexões entre diferentes
áreas do cérebro e faz com que as células nervosas produzam nutrientes
naturais do cérebro, as neurotrofinas.
É bastante diferente dos exercícios cerebrais, usados até então, tais como jogos de cartas, quebra-cabeças ou xadrez, e uma novidade providencial. Divulgar esse método é importante, pois configura-se como uma interessante maneira, tanto de diminuir os efeitos da degeneração cerebral, bem como ajuda na reabilitação de cérebros lesados por fatores externos.
Denise Mendonça de Melo
é psicóloga, formada pelo
Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora.
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