Fernanda Monteiro
03/02/2004
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Hambúrgueres suculentos com batatas fritas, doces coloridos, bebidas de
sabores exóticos... Após a Segunda Guerra Mundial, os alimentos tornaram-se
mais saborosos e atraentes, porém menos nutritivos. Este déficit
desequilibra o organismo e provoca várias das doenças da atualidade.
Hipoglicemia funcional, diabetes, hipertensão, hiperatividade, artropatias, depressão e câncer. Doenças como estas, que todos os dias tiram centenas de pessoas do trabalho, levando-as até a morte, poderiam ser evitadas. É o que pressupõe a chamada Medicina Biomolecular.
A medicina biomolecular atua na prevenção e no tratamento de doenças a partir do equilíbrio metabólico/energético do organismo. Ela segue um pensamento simples: introduzir nas células os elementos químicos que estejam faltando e retirar os elementos em excesso. A estratégia é utlizada pelo campo da bioquímica, da nutrição, da ecologia sistêmica, entre outros.
O nome biomolecular existe desde o início da bioquímica, há mais de 150
anos, e significa a bioquímica aplicada à clínica. No entanto, durante
algum tempo se difundiu o termo ortomolecular, que acabou ganhando apelo de
marketing pessoal e foi associado a tratamentos com superdosagem,
principalmente de vitaminas.
A medicina biomolecular é voltada para o acompanhamento gradual do indivíduo. O médico que utiliza o método, busca descobrir quais nutrientes essenciais estão em déficit, se existem metais tóxicos no organismo, como estão funcionando o sistema endócrino e os sistemas de excreção e se existe alguma intolerância ou alergia alimentar por parte do paciente. Para isso, ele pode observar cerca de 400 sinais e sintomas e pedir a análise de minerais no cabelo (mineralograma capilar). A partir daí, ministra os nutrientes necessários e acompanha as reações do paciente.
Nutrição
A principal arma da Medicina Biomolecular é a orientação alimentar global,
que buscar tirar o máximo de benefícios dos alimentos. "Existem estudos
sérios com resultados bastante interessantes a respeito dos
nutraceuticos,
alimentos que evitam ou combatem certas doenças", confirma o professor da
Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UFJF, João Evangelista de Paula Reis.
Veja mais sobre alguns alimentos clicando aqui. Quem dá as dicas é a médica homeopata Maria Célia Couto Teixeira.
Radicais Livres
Outro conceito bastante difundido dentro da medicina biomolecular é o de radicais livres. O professor explica que existe um radical livre quando alguma partícula química contém um átomo com elétrons não emparelhados, e, portanto, altamente reativo.
De todo o oxigênio disponível pela célula, 95% se transforma em energia. Os outros 5% são transformados no metabolismo em radicais livres de oxigênio. O organismo utiliza estes radicais para realizar várias reações fisiológicas. "O excesso de radicais livres que é prejudicial, como qualquer outro elemento em excesso", esclarece Reis.
No entanto, existem pesquisadores que acreditam que haja relação direta dos radicais livres com o processo de envelhecimento. Por outo lado, se o raciocínio fosse seguido, os atletas estariam mais expostos ao envelheimento precoce, já que consomem mais oxigênio. Portanto, ainda é cedo para afirmar qualquer relação.