Saúde

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Doença Celíaca

"Eu tenho doença celíaca"
A história de quem convive com as restrições da doença



Débora Soares Curcio A professora de artes, Débora Soares Curcio, (foto ao lado) descobriu que estava com a doença celíaca há um ano e meio. Apesar de apresentar todos os sintomas, apenas dois meses depois de tratar uma anemia sem obter resultados, o médico levantou a suspeita. Uma endoscopia, seguida de uma biopsia do intestino confirmaram o diagnóstico: doença celíaca. "Eu estava sofrendo com anemia crônica, tinha inchaço nas pernas, dor nas articulações, cólicas".

Aliviada por finalmente descobrir o que estava errado, Débora conta que a principal dificuldade que enfrentou foi a falta de informação. "Nunca tinha ouvido falar dessa doença e muito menos sabia do que podia ou não comer". O médico que fez o diagnóstico, também nunca tinha acompanhado um caso semelhante. A principal orientação à paciente, foi para que ela pesquisasse sobre o assunto na internet.

Exemplo de determinação
Foto ilustrativa Decidida a acabar com o mal estar e os sintomas que enfrentava, Débora conta que já saiu do consultório sem comer pães e massas, as principais fontes de glúten. E o pão de queijo, feito a base de polvilho, passou a integrar o cardápio em todas as refeições. O próximo passo foi pesquisar. Ela entrou em contato com associações, escreveu para profissionais e portadores, se inscreveu em malas diretas. Hoje, se diz expert no assunto. E, passado o período de adaptação, encara a doença com outros olhos. "Pelo menos não preciso tomar remédios, nem sofro mais com dores".

Débora consegue até apontar vantagens na situação. Tem uma consciência muito maior da importância de um alimentação adequada. Adotou uma dieta mais saudável e acabou eliminando hábitos e alimentos permitidos, mas que não trazem nenhum benefício, como refrigerante.

Sacrifícios em nome da saúde e do bem-estar
Mas nem tudo são flores. Disciplinada, ela conta que os momentos mais difíceis são as reuniões sociais. Ou quando tem que ficar cara a cara com tudo aquilo que não pode comer e está com fome. A saída encontrada para não desanimar nessas ocasiões é carregar sempre um lanchinho na bolsa.

Por causa do risco de contaminação dos alimentos, não come mais em restaurantes e verifica a procedência de tudo. Há um ano e meio seguindo a dieta, só cometeu um deslize. Assim que descobriu a doença, ela comeu um, ou melhor, meio bife à parmegiana enquanto almoçava num restaurante à quilo. "Nem percebi que era feito com farinha".

Saudades mesmo ela diz que só de pizza e de uma cerveja gelada durante verão. "Cheguei a aguar por causa de uma". Mas, segura de si, ela garante que isso não abala mais. "O mais importante é que não sofro mais com os sintomas", diz. "Com duas semanas de dieta, não sentia mais dores nas articulações. Um mês depois recuperei o meus peso e pela primeira vez na vida cheguei aos 50 quilos". Uma conquista para quem chegou a pesar 44 quilos.

Além da dieta, Débora tem que tomar outro cuidado. Por ter demorado a diagnosticar a doença, ela desenvolveu osteíte, uma perda de massa óssea, e está fazendo uma reposição de cálcio no organismo. Otimista e determinada, ela garante que leva uma vida normal, saudável e o mais importante: feliz.

Leia mais:
Para saber mais sobre a doença celíaca, conferir depoimentos, dicas de receitas e produtros sem glúten, confira os sites abaixo.

  • Associaç dos Celíacos do Brasil
  • www.celiac.com (em inglês)
  • www.semgluten.com.br
  • www.vittafix.com.br
  • www.dietacompanhia.com.br

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