Saúde


Artigo
A Fonoaudiologia no Programa de Saúde da Família - PSF

::: 15/05/2006

Os estudos anatômicos não podem continuar só baseados em imagens bidimensionais, sem levar em conta a vida emocional. Keleman*

A Saúde Pública no Brasil vem tentando mudar, na prática, o modelo tradicional, desde quando se estabeleceu como questão social, transformando-a numa conduta mais humana de atenção à população. Mesmo enfrentando problemas com relação à atenção básica ao usuário, ela vem investindo em trabalho profissional para otimizar os atendimentos à população usuária.

Nos meados dos anos 80, alguns profissionais iluminados exteriorizaram a idéia de que a pessoa precisa ser vista no contexto amplo, sistêmico, do ponto de vista biológico, psicológico e social. Muda-se, portanto, a idéia de que a pessoa deixa de ser vista como alguém que possuía apenas direitos primários, tais como saneamento básico, alimentação, controle de doenças transmissíveis, entre outros fatores, para ocupar o lugar merecido de atendimento de qualidade, realizado por profissionais qualificados. Estamos, então, num novo tempo de reflexão sobre o lugar que o ser humano ocupa no Universo, tendo como ênfase o modo como ele se comunica.

"Fonoaudiólogo é o profissional, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológicas na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como o aperfeiçoamento dos padrões de fala e da voz (Código de Ética da Fonoaudiologia, 2004)."

Junto à equipe profissional qualificada para o PSF , a Fonoaudiologia pode contribuir como ciência do conhecimento e de atividades que têm por objetivo os cuidados com a saúde da comunicação da população em geral.

O fonoaudiólogo, neste contexto, é especializado para avaliar a comunicação, realizando diagnósticos; orientações preventivas em grupos educativos para gestantes, sobre aleitamento materno e saúde bucal, por exemplo; trabalho em creches; atendimentos para a reabilitação das alterações da comunicação, sugerindo medidas de alcance coletivo para otimizar a saúde global da comunidade assistida.

Observa-se, portanto, a importância, digo até a fundamental participação do fonoaudiólogo junto à equipe do Programa de Saúde da família, auxiliando no atendimento mais humanizado à população, segundo a proposta do Programa.

*BRANDI,Edmée. Disfonias, avaliar para melhor tratar. Rio de Janeiro: Atheneu, 1996.


Cal Coimbra
é Psicóloga e Doutora em Fonoaudiologia.
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