![]() |
||
|
Artigo Atençao à mastigação e deglutição da pessoa idosa |
:::16/04/2007
Envelhecer é natural. Levar em conta o envelhecimento como uma linha contínua
de todo o processo pelo qual passamos, fica mais fácil compreender a pessoa
idosa. Então, envelhecer não é adoecer, mas uma das etapas de vida.
Embora saibamos que com o envelhecimento possam surgir alterações gerais, podemos também levar em conta que nem todas as pessoas apresentam as mesmas alterações ou todas as possíveis. Com boa orientação, podemos envelhecer com saúde.
É notório a busca pela saúde física e mental da pessoa idosa, haja vista a mídia que tem dado importância a esta questão, colocando profissionais especializados, médicos, professor de educaçao física, nutricionista para orientar à população sobre a melhor maneira de envelhecer com saúde.
Bem, apesar de tudo, vamos tentar esclarecer hoje, um aspecto fundamental, chamando a atenção da família sobre a importância de exercitarmos a musculatura da região da boca para a mastigação e deglutição adequadas. Geralmente temos dado orientações sobre exercícios para a articulação das palavras, mas exercitar a mastigação e deglutição é tão importante quanto.
Também informamos a pessoa idosa quanto as dificuldades na voz, na audição, no exercício motor para a escrita, por exemplo. Quanto a deglutiçao e mastigação, muitas pessoas que começam a apresentar engasgos e tosse por conta das dificuldades para mastigar e engolir. Algumas pessoas idosas tardam em perceber as dificuldades, daí fica difícil também a aceitação do problema e o tratamento prejudicado.
O PARECER CFFa n° 28 de 02 de Setembro de 2006, que "Dispõe sobre as contribuições da Fonoaudiologia para o Caderno de Atenção Básica Saúde do Idoso" oferece grande contribuição no entendimento quanto a atenção à saúde da população idosa dentro das diretrizes e princípios do SUS. O destaque especial na Atenção Básica, é o primeiro contato com o usuário.
Nesta questão, a pessoa deve ser vista em sua singularidade, complexidade, integralidade e inserção sócio-cultural. Somente desta maneira poderemos tratar com dignidade a inclusão da população idosa em atendimento às diretrizes e princípios do SUS.
Do ponto de vista fonoaudiológico, aparecem as dificuldades para alimentar- se, engolir e mastigar os alimentos, o que chamamos de Disfagia. Como conseqüência, a pessoa começa a perder peso, além de que algumas pessoas acabam se afastando do convívio familiar e social para evitar situações constrangedoras.
Desde o nascimento, podemos considerar o ato de alimentar-se como início do processo de socialização, que começa na relação entre o bebê e quem o alimenta. Temos conhecimento de que problemas nessa relação podem trazer sérias consequências alimentares, como a anorexia, bulemia e obesidade. Então, o ato de alimentar-se torna-se ao longo do tempo o elo de ligação social, uma vez que todos os eventos sociais estão relacionados a ele, como festas, jantares de negócios etc.
A dificuldade em engolir, além de afastar o idoso de tais situações sociais, pode trazer sérios problemas de saúde como desidratação, desnutrição e problemas respiratórios. Aparecendo as dificuldades na pessoa idosa também para articular as palavras, outras atividades podem ficar comprometida como a qualidade vocal, a ressonância, a modulação da voz e a intensidade ficam prejudicadas tanto pela dificuldade articulatória, quanto pela dificuldade de fonação e respiração.
Por ser comum entre grupos de idosos, a dificuldade em mastigar e engolir merece orientação fonoaudiológica, com terapia sistemática no processo de reabilitação motora. Após avaliadas essas característicaas específicas, o fonoaudiólogo traça o plano terapêutico para para trabalhar, junto aos familiares, a pessoa com alteraçoes de mastigação e deglutição.
A base da fonoterapia é a terapia fisiológica, ou seja, exercícios que envolvam todas as deficiências nestas áreas, incluindo também as alterações articulatórias e de fonação, já que todas estão num mesmo campo físico.
Abaixo, um quadro esclarecedor, retirado do mesmo Parecer do idoso, pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, que merece destaque neste espaço.
Dificuldade para alimentar-se:
Mastigar e/ou engolir
Cal Coimbra
é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia
Saiba mais clicando
aqui.