Quem nunca se deparou com uma tabela que diz o peso ideal de uma pessoa levando em consideração apenas sua altura? Elas existem e são largamente utilizadas em algumas revistas que colocam a magreza em primeiro lugar.
A endocrinologista Célia Novaes (foto abaixo)
diz que essas tabelas são um perigo (veja o vídeo). "Elas são muito rígidas, porque colocam que uma pessoa deve
pesar dez a menos que sua altura. Isso não cabe para qualquer pessoa"
, explica.
Segundo Célia, cada pessoa tem um padrão biométrico e isso deve ser levado em consideração.
"Devemos levar em conta o tipo físico da pessoa, seu peso e sua altura. Cada um
tem uma estrutura diferente. Duas mulheres podem ter o mesmo peso e altura, mas ter o tipo físico
diferente"
.
A endocrinologista diz ainda que as tabelas oferecem riscos para quem decide tê-las
como padrão. "Quem faz muita dieta ou quem não está bem esclarecido, como os
adolescentes por exemplo, pode sofrer conseqüências sérias. Doenças como anemia, anorexia e
bulimia são provenientes de situações como essa"
, explica.
Além disso, Célia diz que vivemos em uma sociedade que dá muito valor à magreza.
"As mulheres são muito cobradas por não serem magras. Nas revistas vemos que
essas tabelas vêm acompanhadas de fotos de modelos muito magras. Quer dizer, a revista impõe
o padrão de modelo e diz quantos quilos cada uma deve pesar"
.
Uma forma para determinar o peso ideal é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC).
O peso e a altura de uma pessoa são colocados em uma fórmula matemática: o peso é
dividido pela altura elevada ao quadrado. O resultado é analisado de acordo com
uma tabela que diz se o peso é ideal. Mas a endocrinologista alerta que mesmo
usando esta técnica, algumas adequações devem acontecer. "O resultado do IMC não deve
ser analisado sozinho. Devemos levar em conta os padrões biométricos da pessoa.
O peso ideal pode ser uma variação entre alguns quilos"
, explica.
A professora de Educação Física, Gisele Giacoia Mendes (foto ao lado),
diz que a tabela de IMC usada deve ser de fontes confiáveis e que, mesmo assim, este
índice não leva em consideração a massa muscular.
"O IMC vai considerar
o peso total de alguém. Com ele, não conseguimos saber o que está pesando mais
no corpo de uma pessoa. Por isso, esse índice não deve ser utilizado em atletas,
por exemplo. Eles têm um grau elevado de massa muscular".
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A professora de educação física diz que a avaliação ideal é a Funcional.
"Ela leva em conta idade, peso, estatura, e mede a circunferência do corpo, o diâmetro ósseo
e as dobras cutâneas. Através dessas medidas encontramos o percentual de gordura,
o peso dos ossos, a massa muscular, a massa magra e o peso residual (órgãos, cabelos, unhas)
de cada pessoa"
.
Com essas informações mais detalhadas, é possível saber que tipo de exercício uma pessoa
precisa fazer. "Aí definimos se ela tem que ganhar força, massa muscular ou perder
gordura. Entre as mulheres, o percentual de gordura deve ficar entre 15% e 22%. Entre
os homens deve variar de 9% a 16%, considerando pessoas com idade entre 12 e 60 anos."
Sobre as tabelas de peso e altura, Gisele diz que elas não são suficientes. "O
ideal é que as pessoas façam uma avaliação mais detalhada para não correr o risco de
ficar doente ou de emagrecer de forma errada, sem conseguir um resultado legal"
, conclui.
ATENÇÃO: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem
científica e se refere apenas a um grupo de visitantes do Portal ACESSA.com