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    Aumenta participação de bandas em Festival de Blues de JF De origem americana, o blues invade a cidade e faz de Juiz de Fora um dos espaços mais receptivos ao estilo



    Marinella Souza
    *Colaboração
    03/11/2008

    O blues nasceu dos cânticos de fé dos negros americanos e ganhou o mundo da música popular ocidental, influenciando diversos ritmos como o jazz, o rock e a brasileiríssima bossa nova.

    Em Juiz de Fora o ritmo melódico e charmoso tem espaço garantido e, segundo o músico Sérgio Rocha, é um dos melhores lugares do país para se apresentar. "No Rio e em São Paulo o blues não é muito forte, mas o público de Juiz de Fora adora e é sempre muito bom tocar aqui" , revela.

    Apaixonado por blues, o músico Marco Aurélio Faria (foto abaixo) percebeu a receptividade do público local e, há quatro anos, organiza um festival de blues na cidade. Ele conta que no primeiro ano, foram apenas dois dias, em 2007, cinco bandas se apresentaram e em 2008 o Blues Fest já conta com nove bandas, sendo sete de Juiz de Fora e duas de fora.

    Foto de Marco Aurélio Faria O evento que nasceu de um bate-papo informal entre os colegas da banda juizforana Jack Pedra não deve parar por aqui. "Já conseguimos muitas mudanças com o festival, mas esperamos mais. Nossa idéia é concorrer na lei de incentivo à cultura e fazê-lo rodar nas cidades da região", planeja.

    Reconhecido por seu empenho em trazer o blues para o Brasil, Celso Blues Boy (foto abaixo, à direita) comemora a boa fase da música. "Na minha época não existia blues no Brasil e hoje ele está espalhado pelo país inteiro. Isso é fantástico!"

    Música do sentimento

    Para os americanos a palavra blue tem uma conotação melancólica. Na gíria significa tristeza, apatia, desânimo de viver. Há quem acredite que essa é a principal característica do blues, mas não é bem assim.

    Foto de Celso Blues Boy tocando guitarra Para quem carrega o adjetivo no nome e na alma, o significado vai além do que julga a vã filosofia das ruas norte-americanas. Experiente, Blues Boy acredita que o blues é "uma música do espírito em que a melodia é o elemento mais marcante."

    Dividindo a mesma paixão e a mesma profissão, o baixista Fábio Mesquita (foto abaixo ao centro) assina embaixo das palavras de Blues Boy. "Muitos compositores americanos compunham na tristeza, mas é possível compor quando se está alegre também. O blues é um meio de expressar seus sentimentos", define.

    Para Mesquita, que divide o palco com Rocha e com o bateirista Beto Werther (foto ao lado, à esquerda) na banda Blues Power, a música é universal e a mistura do ritmo americano com o suingue brasileiro resultou em um blues diferenciado. "É como o samba, só mudou a embarcação, uma foi americanizada, a outra veio para a América Latina", brinca, fazendo uma alusão ao fato de ambos os estilos musicais serem originariamente ritmos negros.

    Foto da banda Blues Power Wether acrescenta que "o sotaque da música é diferente. A métrica é totalmente diferente, mudou a harmonia, houve uma adaptação do que eles fizeram para o gosto e o ouvido brasileiros."

    Para Rocha, o blues tem que ter mais do que sentimento. "Tem muito de improviso instrumental também, do que você faz no palco. Hoje a música pop não admite mais solo de guitarra e blues tem que ter isso", explica.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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