No palco estão guitarra, baixo, bateria, violão, cavaco, percussão, teclado e saxofone. No comando dos instrumentos, músicos vestidos com perucas black power e óculos escuros tocam uma música que não é samba, não é funk e não é rock.
"Fazemos um samba-rock e um samba-funk misturado com pagode e pop"
, define
o integrante Vitor Carvalho. A inspiração veio de
Farofa Carioca, Seu Jorge, Clube do Balanço e Jorge Ben Jor. No repertório, além destes,
estão Djavan, Monobloco, Jota Quest, O Rappa e os melhores sambas-enredo do Rio de Janeiro.
"A música é uma descontração muito grande e traz alegria"
, diz Vitor, comemorando o sucesso
em pouco mais de um mês que a Biro Black subiu aos palcos. "Nosso repertório
e o groove diferente tiveram grande aceitação pelo público"
, completa Leandro
Carvalho.
A banda foi criada para uma temporada especial de verão em uma casa noturna da cidade, que procurava um som diferente do que tem em Juiz de Fora e de outras bandas contratadas de fora. A estréia foi em um dia de semana e, após a aprovação do público, as apresentações passaram a ser semanais.
Para os integrantes, Juiz de Fora é carente de ritmos diferentes. "Fizemos uma coisa simples,
que deu resultado. As pessoas não inovam, acabam seguindo a mesma linha daquele tipo de música que
optaram por tocar."
Mesmo tendo surgido para uma temporada especial, a idéia da banda é continuar
os trabalhos. Eles já almejam conquistar outros mercados fora da cidade.
"Pensamos que no Rio, onde as pessoas gostam muito de samba e de funk haverá
uma boa aceitação"
, coloca Vitor.
Entretanto, caminham com passos lentos. A idéia é divulgar o trabalho na cidade e,
só depois, procurar outros mercados. "Começamos do zero e ainda não temos uma
base forte na cidade. Primeiro queremos isso"
, diz .Leandro.
Músicos convidados