A cantora e compositora Adriana Calcanhotto retorna a Juiz de Fora neste domingo, 06 de julho, para apresentar o show Maré, seu novo disco, lançado em 2008.
Segundo ela, é um show feito com prazer e a alegria de estar no palco é
passada para
o público. "As pessoas saem do show felizes"
, diz.
Em meados dos anos 1980, Adriana começava a carreira interpretando músicas de Elis Regina, Caetano Veloso e Maria Betânia.
A influências desses artistas começou quando ela passou a ouvir
esses cantores. Além disso, ela conheceu música muito cedo. "Quando era criança, eu ouvia muita
música com meus pais e com a babá. Assim, tive a oportunidade de conhecer coisas
bem diferentes"
.
Os bares foram os primeiros locais por onde a cantora mostrou sua voz. Até então,
eram bares com público a favor de interpretações, o que não possibilitou mostrar suas
composições, o que aconteceu aos poucos. A oportunidade só apareceu cerca de um ano
depois. "Aí passei a alguns bares
onde o público queria ouvir coisas novas, as minhas coisas"
, diz.
Amante dos shows solo, Adriana tem o violão como companheiro inseparável.
Ela diz que ele tem identidade e reconhece que parte do
seu crescimento profissional se deve ao instrumento. É através dele
que ela compõe as canções e coloca outras no repertório. Por se sentir tão bem
a sós com o violão e a platéia, confessa ter dificuldades em ter uma banda. Mas diz
que isso já foi pior há alguns anos.
A dificuldade pode ser vista mais como intimidação. "Fico assim quando estou no meio de
pessoas que sabem muito sobre algumas coisas que não entendo"
, explica. A banda de hoje,
a deixa à vontade nesse sentido, não que os integrantes não tenham conhecimento aprofundado, mas eles não
passam essa impressão. "Eles entendem o que eu faço e me ajudam a viabilizar
sem que eu precise entender tudo de música"
, diz.
Prova do quanto ela está à vontade entre os companheiros é o fato de vê-los como grandes parceiros,
principalmente na produção do show e cuidado com os detalhes. "Essa é a primeira banda
que tenho em que todos se metem em tudo"
, conta, completando que o show
Maré é todo feito
por uma coletividade. Depois que saem do palco, há uma análise sobre o que aconteceu e
uma avaliação. "Eles dão palpite até sobre a ordem do roteiro"
.
Além dos parceiros diários da música, Adriana também conta com os que estão fora dela.
Eles ajudam nas letras, nos diálogos artísticos, nos cenários, figurinos e trazendo idéias.
"Acho isso importante e gosto de trabalhar assim, pois enriquece muito o trabalho"
.
O disco Maré veio a partir do estilo das canções. As músicas vão chegando até a cantora constantemente,
seja através de composição própria ou através de outras que recebe. Com o disco
foi assim. "Em um determinado percebi que as canções eram de ambiência marítima"
.
A partir daí, ela decidiu assumir isso com uma trilogia, da qual Maré é o segundo.
"É um disco que termina com reticências"
, acrescenta.
O nome veio como referência ao mar voltando. "É o mar de novo. Assim, a seleção
das músicas determinou a cara do disco"
. Depois do repertório escolhido, a cantora entrou no estúdio
com as letras que queria e com a banda escolhida por ela. "Nenhuma música estava pré-produzida.
Começamos a lidar com elas no estúdio"
.