Namorados

Sentimentos no papel Mesmo que o mundo virtual faça parte da vida de muitas pessoas, o cartão
de papel tem seu lugar garantido no Dia dos Namorados

Subeditora: Sílvia Zoche
Edição: Ludmila Gusman
Designer: Laura Martins Ferreira
junho/2007

Nem sempre, e nem para todo mundo, é fácil expressar o que se sente verbalmente. Às vezes, as palavras somem, ou porque o sentimento extrapola o que as palavras podem demonstrar, ou porque a timidez faz dar aquele "branco" geral.

Mas, quando a gente quer demonstrar o que sente para uma pessoa especial, independente de conhecê-la há muito ou há pouco tempo, arranjamos sempre um jeitino para manifestar as emoções.

Há quem enfrente aquele "frio" na barriga, jogue o nervosismo para o alto e declare tudo que sente cara-a-cara, olhos nos olhos. Alguns preferem passar uma mensagem via telefone, outros compram presentes (veja algumas sugestões) e esperam a manifestação do ser amado para depois se pronunciar.

O envio de um cartão é uma das formas mais disseminadas entre os românticos e até aqueles que não se designam como tais. Nas datas comemorativas, as papelarias procuram inovar e dar a oportunidades dos clientes ficarem pesquisando a frase, a imagem e o formato ideais para o cartão que consideram ideal.

E no dia dos namorados não seria diferente. O que não faltam são opções para os casais apaixanados ou para aqueles que pretendem transformar aquele "rolo" em algo sério, formalizado entre os amigos.

Thaís comprando um cartão para o Dia dos Namorados Dos modelos tradicionais com a clássica frase "Eu te amo" aos que declaram seua paixão com um toque de humor, como a frase "Preste muita atenção. Você está prestes a ser vítima... Do meu ataque de beijos".

Para Thais Amarante (foto ao lado), que namora há um ano e dez meses, o cartão tem um significado especial. "É mais importante do que o presente, porque você pode demonstrar o que se sente", opina.

Além disso, ela gosta de fugir do tradicional e inovar, por isso escolheu um modelo que está em alta, os de dimensões que extrapolam o tamanho padrão.

Na mesma direção, está Amanda Mendes Ribeiro, que namora há dois meses, mas adora presentear o namorado com cartões. "Pra mim, tem que ter cartão, mesmo sem data especial", diz.


Quem vende

Marilene olhando os cartões de sua papelaria Para uma das sócio-proprietárias de uma papelaria de Juiz de Fora, Marilene Fernandes (foto ao lado), no Brasil ainda não existe uma tradição das pessoas presentearem com cartão, mas acredita que esta mentalidade já está mudando. Não foi à toa que começou a investir mesmo no ramo dos cartões há sete anos, juntamente com a sua sócia, Elizabeth Larcher. "Os clientes começaram a procurar cartões diferentes. Não bastava ser um cartão comum. As pessoas queriam transmitir seus sentimentos", conta.

E por isso elas trabalham com o perfil de cada cliente, pesquisando as novidades em feiras e em revistas de papelaria. "Nós procuramos ler os textos, escolher mesmo. Eles tentam vender os kits de cartões fechados, mas é importante a gente escolher, porque tem coisa que não combina".



Elas ainda comentam que é mais fácil vender os cartões para o público masculino, porque alguns têm mais dificuldade de expressar seus sentimentos e o cartão facilita.

Há a preocupação de disponibilizarem, no máximo, cinco exemplares de cada cartão. Na loja, elas possuem de mil a 1200 modelos que envolvem amor e afetividade. A dica de Marilene para quem quer se declarar é "comprar uma cartão mais alegre, com uma mensagem mostrando que a pessoa é especial, que transmite carinho e que seja cativante. Mas vai muito da pessoa e do que ela quer passar".

E aí? Crie coragem e comece a procurar o cartão que combine com o seu jeito de ser e com o estilo da pessoa que você quer presentear.

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