Assessoria da Comunicação MGM
15/06/2004
Se na primeira edição da Parada da Cidadania e do Orgulho GLBT de Juiz de
Fora participaram 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e cinco trios
elétricos, a segunda promete ferver mais ainda. A expectativa do MGM para
este ano é de 20 mil participantes. A manifestação encerra o sétimo JF
Rainbow Fest no dia 21 de agosto. O tema escolhido é Juiz de Fora tem
orgulho. "A cidade vai reafirmar a 'não-vergonha' de ser homossexual",
explica o diretor do MGM, Marcos Trajano.Tudo, é claro, regado a muita música e diversão. A Parada da Cidadania e do Orgulho GLBT de Juiz de Fora deve contar com o carro oficial e outros seis comandados por bares e boates da cidade. O trenzinho do movimento Pró-Idoso também estará com lugar garantido.
Além de muita festa, a Parada promete ser também uma manifestação política. "É dessa forma alegre e divertida que nós fazemos política, declaramos nosso orgulho e lutamos por dignidade, cidadania e respeito. As Paradas são o principal momento de visibilidade para homossexuais do país inteiro", comenta Trajano.
Neste ano, serão realizadas 41 paradas pelas cincos regiões do Brasil. A de Juiz de Fora é 39ª do ano. E com um diferencial que não existe em nenhuma outra Parada brasileira. Em meio aos gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes, estarão outros grupos sociais, que também aderiram à Parada de JF no ano passado. "É uma tentativa que as outras Paradas do Brasil fazem, mas que nunca conseguem. E nós resolvemos aproveitar essa ocasião e comemorar junto com outros grupos que também sofrem discriminação", conta o presidente do MGM, Oswaldo Braga.
O Movimento Negro, de Mulheres, da 3ª Idade e Portadores de Necessidades
Especiais participaram em 2003 e já foram chamados para este ano. O MGM
pretende aumentar esses grupos em 2004, reiterando o caráter político,
inclusivo e cidadão da Parada.
Símbolo do orgulho GLBT, a bandeira do arco-íris terá seu lugar. A Companhia Têxtil de Cataguases doou 180 metros de tecidos para confeccioná-la e substituir a que foi usada no ano passado e que é dividida entre as ongs gays de Minas Gerais.
Madrinhas da Parada Gay
As duas prometem arrasar logo na primeira
participação como madrinhas. E é isso mesmo que o público quer ver. Muito
brilho e glamour pelo centro de Juiz de Fora, a partir de 12h, de sábado.
Para quem ainda achava que em 2004 a Parada Gay ficaria sem madrinha,
enganou-se redondamente. Este anos, a dose é dupla: Rogéria e Jane
Di
Castro. O MGM escolheu as artistas por serem grandes representantes na
história do universo gay. Jane e Rogéria participaram do primeiro espetáculo
de transformistas do teatro brasileiro, o musical "Les Girls", na década de
70. Com esse show, ficaram famosas no país e no mundo.