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Parada Gay movimenta Juiz de Fora
Em clima de muita festa e tranqüilidade evento contagia
Juiz de Fora e levanta bandeira contra a homofobia
Guilherme Oliveira
Colaboração
26/08/2006
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Clique nos ícones para ver algumas fotos da Parada e o vídeo com a abertura oficial, beijo e a contagem regressiva
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Um evento democrático
em que gays, lésbicas, heterosexuais e
muita fantasia levantaram a bandeira do direito
à igualdade e respeito pedindo um basta à discriminação
com o tema "homofobia é crime". A concentração em frente
ao Parque Halfeld reuniu desde cedo pessoas de todos os
cantos do país. Crianças, adultos e idosos prestigiaram
o evento em que a cidade e o
povo de Juiz de Fora foram bastante elogiados.
A 4ª Parada Gay de Juiz de Fora reuniu mais de 70 mil pessoas
nas ruas da cidade. A abertura oficial teve na comissão de frente
motoqueiras homosexuais à frente dos trios elétricos.
A coordenadora do grupo de lésbicas do
Movimento Gay de Minas, Erika Neves, destacou a importância
delas fazerem a abertura. "Abrir a Parada nos dá maior
visibilidade. Somos mulheres e devemos ser respeitadas". Erika
avalia que o preconceito em relação a orientação sexual ainda
é um tabu. "Tem melhorado, mas
ainda é pouco, não deveria existir nenhum tipo de preconceito".
Cláudia Debaldi, 36 anos, acredita que os
preconceitos de acordo com o tempo vão acabar. "Tudo
é uma questão de evolução. As pessoas vão ter que aceitar".
Já Adriana Simone, de 35 anos, que acompanha as Paradas Gays
pelo Brasil há mais de 10 anos, destacou que é preciso que
haja leis mais severas para com aqueles que discriminam
os homosexuais. "Ainda acontecem muitos assassinatos. Com a lei
que pune a homofobia, com certeza isso vai diminuir".
Ela se refere ao projeto de lei nº 5.003/02 que se aprovado vai converter em crime a discriminação e violência homofóbica. Adriana aproveita os eventos para
vender objetos do movimento nas cidades onde passa.
Apesar do evento contar com grande caráter reivindicatório,
algumas pessoas preferem destacar que se trata apenas de
uma festa onde todos se divertem. "Já passou o tempo da festa
ser de reinvidicações. Hoje é mais uma forma de divertimento
para as pessoas ficarem mais felizes", disse Alexandre Chaves,
24 anos.
Casais heterosexuais acompanharam a parada e se divertiram
com os trios elétricos que passaram pela avenida.
"O evento traz boas receitas para a cidade.
E o público gay é como qualquer um de nós.
Todos pagamos impostos", diz Guilherme Martelli, 35 anos,
acompanhado da esposa Raquel Martelli, 30 anos.
Para Carlos Goldner, 31 anos, e a namorada Cristiane Dose, 23,
o evento fortalece a democracia e abrilhanta a cidade de
Juiz de Fora. "Eles são pessoas como todos nós.
É uma festa da democracia que sai mais forte.
É um carnaval", fala Carlos. Cristiane ressalta
que é uma forma do público homosexual mostrar para
a sociedade que eles têm os mesmos direitos.
Juiz de Fora nas graças do público
Há 30 anos sediando o Miss Gay e pelo quarto ano a Parada ,
Juiz de Fora caiu nas graças daqueles que visitam a cidade.
Para a madrinha da parada gay de São Paulo, Kaka di Poli,
47 anos, Juiz de Fora está de parabéns. "Venho pelo 15º
ano consecutivo. Aqui é bem diferente de São Paulo.
Temos segurança,
presença de famílias e recebemos muito carinho".
Para Paulo Ramos e Rene, do estado do Rio de Janeiro, a
população da cidade é muito receptiva
"A cidade realmente abraçou a causa com muito carinho.
É uma alegria para todos
nós que estamos aqui", conta Paulo. Já Rene que veio
da cidade de Maricá, e vem a Juiz de Fora há 5 anos, disse que
a cidade sempre o recebeu muito bem e com muito carinho.
"A cidade é muito evoluída", elogiou.
Para um grupo de amigas juizforanas o sucesso se deve ao
carinho que a cidade da paz , como elas denominaram Juiz de
Fora, recebe a todos.
Público "se vira" para ver a Parada
Moradores dos prédios da avenida acompanharam das varandas
a Parada Gay. Mas outros deram um jeitinho diferente
de prestigiar o evento, em cima de marquises e até mesmo
em cima de fachada de banco.
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