Zona Pink
Os trajes premiados e mais aplaudidos da noite Os vestidos do Miss Brasil Gay são um show a parte. Confira os preferidos do júri, preços, estilistas e tudo que rolou na premiação da beleza homossexual mais elegante
Fotos: Laura Ferreira
Priscila Magalhães
Patrícia Faria
Edição: Ludmila Gusman
22/08/2007
Os vestidos de gala e trajes típicos que acompanham as candidatas ao título de Miss Brasil Gay dão um show à parte na passarela (veja as fotos do desfile). Luxuosos, ousados e muito criativos, eles são aguardados por quem assiste ao espetáculo com a mesma ansiedade que se espera a beleza e elegância das candidatas.
E o suspense também faz parte da história. Em entrevistas nos camarins ou em dias que precedem o concurso, por muitas vezes, fica difícil conseguir uma informação de quem vai para a passarela. Além disso, no grande dia, o que mais se vê são candidatas escondidas atrás de longas capas - do camarim até os primeiros passos da apresentação.
Na premiação dos dois trajes neste ano deu "dobradinha". Três candidatas levaram os títulos, colocadas exatamente na mesma posição. Ianka Ashylen, do Espírito Santo, ficou com o primeiro lugar do típico e gala; Jackeline Boomèr, Miss Sergipe, faturou as segundas posições, e a Miss Rondônia, Taysa Shinayder, os terceiros lugares.
1º lugar
Ianka, que também ficou com o título de Miss Brasil Gay 2007, desfilou duas criações de Henrique Filho, estilista de nomes como Cláudia Raia e Xuxa. Seu vestido típico, representava os 1.500 anos de Brasil, a miscigenação das raças e a catequização dos índios. De acordo com a candidata, ele custou R$ 20 mil. (confira fotos de Ianka)
Já o vestido de gala, considerado o mais bonito da noite, representava uma jóia Tiffany. Rico em pedrarias, ele custou, segundo Ianka, R$ 30 mil.
2ª lugar
A vice-campeã da premiação dos trajes foi Jackeline Boomér, Miss Sergipe. O traje típico representava Maria Bonita, símbolo da essência guerreira da mulher sergipana.
A Miss levantou o público quando saiu de trás de um boneco, que ficou por alguns segundos na ponta da passarela fazendo suspense. A roupa de Maria Bonita, custou, segundo a candidata, R$ 20 mil. A idealização ficou a cargo de Ribas Azevedo, e a confecção, por Fernando Magalhães. (veja as foso de Jackeline)
O vestido de gala de Jackeline foi o mais caro da noite: custou R$ 35 mil. A criação de Ribas Azevedo foi feito em tela francesa, pintado à mão, bordado com vidrilhos e rebordado com cristais.
3º lugar
Taysa Shinayder, Miss Rondônia, levou a terceira colocação. Em sua primeira vez no Miss Brasil Gay, ela se apresentou no desfile típico com uma roupa que simbolizava a estrada de ferro Madeira-Mamoré, que nunca saiu do papel. O traje custou R$ 700 e é do estilista Bruno Oliveira.
Já o vestido de gala, é uma criação de Michelly X, que também já foi Miss Brasil Gay. Confeccionado em seda pura amarela, e salpicado com strass, ele custou, segundo a candidata, R$ 3 mil. (veja as fotos de Taysa)
Outros destaques da noite
A Miss Mato Grosso, Sara Michigan, não ganhou títulos, mas foi um dos destaques da noite durante o desfile dos trajes típicos. No júri, o BBB Jean e o estilista Carlos Tufvesson aplaudiram a loira de Umuarama, no Paraná, de pé.
A candidata entrou na passarela vestida de Nossa Senhora Aparecida. Usou o manto da santa, assim como as demais candidatas usam uma capa para fazer suspense. Depois, com o típico de tema "A fé e a tradição dos santos mato-grossenses", ela mandou o seu recado: estampou os dizeres "Por um Brasil onde a fé do homossexual seja respeitada pela igreja e as religiões". (veja as fotos de Sara Michigan)
Entre cifras de vestidos muito caros, a candidata de Pernambuco, Rafaelly d'Primo fez bonito gastando apenas R$ 200 no traje típico. "Metamorfose da borboleta" foi a proposta que ela desenvolveu, se "transformando" ao trocar de roupa duas vezes, no próprio palco. A criação do traje foi de Fábio de Souza. (veja as fotos de Rafaelly d´Primo)
Outros destaques ficam com a Miss Minas Gerais, Ava Simões (na foto abaixo, à esquerda) que desfilou sobre um tapete estendido durante o seu desfile, representando a tradição de Corpus Christi e a religiosidade mineira (veja as fotos de Ava Simões). A Miss Bahia (na foto abaixo, à direita), Hillary, trabalhou elegância e encenação, e surpreendeu a todos pela ousadia de desfilar careca (veja as fotos de Hillary).
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