Na manhã deste sábado, dia 16 de agosto, gays, lésbicas e simpatizantes da causa estiveram no centro de Juiz de Fora para se divertir com muito bom-humor e fantasias bem originais. Márcia Cabral (foto abaixo, de dourado) veio do Rio de Janeiro, atraída pela boa recepção que Juiz de Fora oferece aos homossexuais.
"Eu sempre participei da Parada do Rio, mas nunca fantasiada. Quis vir fantasiada
para cá porque soube que Juiz de Fora apóia nossa causa"
. Assim como Márcia,
outros travestis e drag queen's apresentaram suas melhores fantasias para
um público diversificado, que se divertiu com o clima colorido que tomou conta
da cidade na última semana.
Participando fantasiado pela segunda vez, James (foto abaixo de capa
vermelha)
acredita que esse é o momento de se soltar. "A Parada Gay é glamour
e tem que se soltar mesmo. O carinho de crianças e adultos é tudo de bom"
,
declara.
E as pessoas realmente são muito carinhosas e se divertem com as fantasias. Não faltaram famílias clicando as drag's fantasiadas e olhares curiosos e atentos à criatividade exuberante do público GLBT.
Mas nem só de glamour, brilho e paetê se faz a Parada Gay de Juiz de Fora. Em 2008, o tema escolhido "Homofobia mata! Seu voto vale uma vida", pretende destacar a importância do respeito aos homossexuais. Essa luta cidadã é destacada por algumas das pessoas que foram ao centro da cidade caracterizadas.
Para Emanuele de Peixo (foto ao lado), esse é "é o momento da diversidade,
momento de se divertir. Para nós, é um carnaval fora de época, porém com uma ação
política de exercer direitos como pessoas, como cidadãs"
, ressalta. Emanuele
está acostumada a ir fantasiada ao evento, mas esse ano decidiu inovar e foi com
a cabeça de drag e o resto do corpo sem fantasia.
Salete Campari (foto ao lado), uma das mais requisitadas para fotos, reafirma
a importância do tema de 2008. "A Parada Gay de Juiz de Fora representa muito
para nós porque está lutando pela criminalização da homofobia. A gente precisa
mesmo de uma lei que criminalize a homofobia. A gente precisa de respeito. Não
queremos nem mais nem menos, apenas respeito"
, afirma.
Desde cedo o calçadão da rua Halfeld foi tomado pelo público GLBT numa espécie de concentração para o trio elétrico que iniciou seu percurso às 14h. O clima era de descontração, respeito ao próximo e muito bom humor. Depois de percorrer a avenida Rio Branco, o trio elétrico aporta da Praça Antônio Carlos, onde uma festa está armada para quem quiser comparecer.