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    Juiz de Fora recebe a aprovação de turistas do Miss Gay Dignidade é a palavra de ordem na semana do Orgulho Gay. População celebra a quebra de paradigmas em uma parada sem preconceitos  

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração
    14/11/2009

    Reconhecida nacionalmente, a parada do Orgulho LGBT de Juiz de Fora celebra entre o público local e as pessoas que vêm exclusivamente para a festa, a igualdade, dignidade e quebra de preconceitos. A equipe da ACESSA.com foi às ruas neste sábado, 14 de novembro, para conferir o que o público pensa sobre o preconceito contra o homossexual e o que se espera da maratona de shows, eventos e o ponto máximo: o concurso Miss Brasil Gay 2009.

    Para o professor de educação física Crison Braga (foto abaixo), que veio da Bahia especialmente para o evento, a satisfação de estar na cidade e o respeito do juizforano são inestimáveis. "É a segunda vez que venho e a recepção da cidade, que já era ótima, está ainda melhor. Em relação ao preconceito, JF é um exemplo. Deveria ser referência para o Brasil. Aqui há espaço para o homossexual, desde que eles se deem ao respeito, claro."

    sábado ruas

    Braga, entusiasmado com o movimento na cidade, exalta a importância e o significado da parada gay para a equiparação dos direitos entre os diversos públicos. "Os homossexuais têm os mesmos direitos que qualquer pessoa. A dignidade consigo mesmo e o respeito com o próximo são as maiores armas contra o preconceito que ainda resta. A parada traz um grande avanço, já que é um passo para o movimento mostrar sua força e aproximar a criação de leis, como por exemplo, para o casamento e adoção."

    sábado ruasA personagem carnavalesca, como ela mesma se define, Isabelita dos Patins (foto a direita), está na cidade para prestigiar o evento e trazer o brilho da criação artística de 1971. "Sou vista como uma boneca de patins. Respeito para ser respeitado. Este devia ser o pensamento de toda a população gay. Muitos não dão dignidade a si mesmos e transformam a parada em uma afronta à sociedade, se despindo ou ofendendo o próximo. Com este respeito próprio, o personagem, que mistura Charles Chaplin com bailarina, se tornou famoso entre crianças e famílias."

    Especificamente em relação ao preconceito, Isabelita ressalta que hoje em dia a homofobia não chega nem perto do que os gays passavam há anos atrás. "Uma festa bonita, cheia de gente carismática e apoio só poderia ser em JF. Não tem como evitar. Gay é como geladeira e fogão, em toda casa tem, só muda marca e tamanho", declama.

    sábado ruasPara o casal de estudantes Aldine Mara e Felipe Muniz (foto a esquerda), o preconceito existe de maneira velada, mas ainda existe. "Muita gente não sai nas ruas este fim de semana porque não gosta da festa. Evita ter contato com o homossexual por preconceito. Mas, com o passar dos anos, isto vem diminuindo. Principalmente em JF, que sempre recebeu o público de modo caloroso", pontua Muniz. Aldine, natural de Ipatinga, observa a mudança de comportamento sobre a questão do LGBT. "Esta mudança também vem do gay. Hoje em dia, as pessoas estão mais organizadas e mais esclarecidas. Até porque, o homossexual trabalha, consome roupas e se alimenta, como qualquer pessoa."

    sábado ruasO trio de Caratinga, interior de Minas Gerais, William Gabriel, Eduardo Cunha e Paulo Prata (foto a direita), também veio exclusivamente para o Miss Gay e revela ansiedade e satisfação com o tratamento recebido. "Sou militante e gay. Apoio o movimento e os avanços aqui em Juiz de Fora, principalmente na quebra de paradigmas e conscientização social. Em comparação com outras cidades, o apoio do povo e da Prefeitura é maravilhoso. Temos direitos como qualquer pessoa, a orientação sexual e o comportamento são particulares a cada um e devem ser respeitados", define o psicólogo e pedagogo Gabriel. "Mesmo menor, o preconceito ainda é sentido", destaca o contador Prata. "Às vezes nos sentimos menosprezados. Por isso que movimentos como o da cidade devem ser apoiados, para que a homofobia seja esquecida de uma vez." 

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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