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    Luta contra a homofobia leva multidão ao Centro de JF Com dois trios a menos do que havia sido programado, a tarde foi de animação e destaque para a importância do combate ao preconceito

    Aline Furtado
    Repórter
    14/8/2010, às 19h29

    Depois de alguns contratempos, como o não comparecimento de dois trios elétricos e de alguns DJs, a 8ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Juiz de Fora reuniu, segundo estimativa do Movimento Gay de Minas (MGM), aproximadamente 120 mil pessoas na tarde deste sábado, 14 de agosto. De acordo com estimativa da Polícia Militar (PM), 70 mil pessoas participaram da festa.

    O evento, que mobilizou homossexuais, simpatizantes e curiosos, contou com dois trios a menos do que havia sido programado, levando, ao todo, três veículos para a avenida. O Rei da Parada, Marco Prado (foto abaixo à direita), seguiu no segundo trio. A Parada teve início com quase duas horas de atraso e arrastou a multidão pela avenida Rio Branco, desde o Largo do Riachuelo até a Independência, onde ocorreu a dispersão.

    "Esta é uma festa que envolve a luta contra o racismo, a homofobia e a violência contra a mulher. Passamos por alguns problemas, contudo, a gente enverga, mas não cai. Devemos lutar, sim, mas comemorar também, afinal, são dez anos da Lei Rosa [que garante aos homossexuais o direito de trocar carinhos em espaços públicos] na cidade", afirmou um dos diretores do MGM, Oswaldo Braga. Em ano de eleição e com base no tema da Parada deste ano, Vote contra a homofobia, outro diretor do MGM, Marco Trajano, destacou a importância do voto. "As pessoas devem estar atentas a quem vai nos representar. É preciso votar contra toda forma de violência, de preconceito e de exclusão."

    Beijo DJ Sol Rei da Parada

    Trajano lembrou do projeto de lei que criminaliza a homofobia e que tramita no Congresso Nacional. "Crimes contra homossexuais devem ser combatidos e os responsáveis devem ser penalizados, assim como no caso de mulheres vítimas de violência. Só este ano, em Juiz de Fora, tivemos três casos de mulheres assassinadas por seus parceiros." A importância política da Parada foi ressaltada também pela cantora juizforana, Xuxú. "O tema é muito pertinente. Devemos estar atentos, afinal, nem sempre o que é prometido pelos políticos é cumprido."

    Em frente ao Parque Halfeld, o Hino Nacional foi entoado pelo jornalista e cantor, Roberto de Castro, que foi acompanhado pelo público. Minutos depois, o casal de diretores do MGM deu o tradicional beijo (foto acima à esquerda), demonstrando afetividade e carinho. O evento contou com a participação de professores que trabalham com a disciplina Educação Sexual.

    Importância

    O fundador da primeira associação pelos direitos humanos dos homossexuais do Brasil, o Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, afirmou "Juiz de Fora é gay. Este evento é de suma importância não só para a cidade, mas para todo o país." A opinião foi partilhada pelo integrante do Movimento Gay da Região das Vertentes, da cidade de São João del-Rei, Carlos Bem. "A Parada é motivo de orgulho para todo o Estado."

    Para a primeira transexual de Juiz de Fora, Chris dos Brilhos, ter um dia reservado à luta contra a homofobia é importante. "Esta é uma data reservada exclusivamente para quebrar o preconceito, que infelizmente ainda existe." O casal heterossexual Dinei Fernandes e Gabriela Campos, afirmou participar do evento por gostar. "A causa é importante. Estamos aqui porque gostamos deste movimento e porque temos amigos que militam."

    Estacionamento Multidão Senhora
    Diversidade

    Como em anos anteriores, a Parada do Orgulho Gay reuniu pessoas de todas as idades, que se amontoaram nas pistas da principal avenida da cidade, nos pontos de ônibus (foto acima à direita) e nos canteiros. Os moradores da região central observavam o movimento pela janela ou por estacionamentos de edifícios (foto acima à esquerda).

    Brigas e morte

    Ainda na concentração, foram registrados focos de briga. Os incidentes foram dispersados pela PM. "Esta é a Parada da paz, quem não estiver a fim de tranquilidade, é melhor ficar em casa", lembrou Trajano.

    Contudo, durante o evento, a PM registrou a morte de um adolescente de 15 anos, além de um homem de 22 anos ter sido baleado nas pernas. Os fatos ocorreram na rua Santo Antônio, onde os policiais conseguiram deter 17 pessoas suspeitas, entre homens e mulheres. Uma das vítimas portava arma. Segundo informações da PM, os crimes foram motivados por desentendimentos entre gangues rivais dos bairros Santa Luzia e Jardim Natal.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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