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    Shows e produções elaboradas das candidatas engrandecem o Miss Brasil Gay 2011Evento contou com presenças importantes como a do deputado Jean Wyllys e da Miss Brasil Gay 2009, Ava Simões

    Victor Machado
    *Colaboração
    22/8/2011

    O Miss Brasil Gay 2011 contou, mais uma vez, com shows surpreendentes e com a elaborada produção das candidatas. A presença de representantes importantes do público gay também ajudou a engrandecer o evento. Compareceram o deputado Jean Wyllys, a vencedora do concurso em 2009, Ava Simões, dentre outros.

    Wyllys destacou a importância de um evento como esse para servir de exemplo para outras cidades do país que ainda sofrem com o preconceito. Ava Simões, um dos destaques entre os jurados e muito reverenciada pelo público, comentou os desfiles das candidatas. Para ela, foi o mais rico da história do Miss Brasil Gay. "Todas as candidatas estavam perfeitas. Foram desfiles belíssimos."

    Léo Áquilla abre os shows

    Uma performance enérgica de Léo Áquilla abriu o Miss Brasil Gay. A transexual apresentou uma coreografia, com um castelo inflável ao fundo, mostrando sua versatilidade. Após entrar no castelo, ela sai trajando uma roupa vermelha e, após bater cabelo, encerra seu primeiro número. Sem sair do palco e de costas para o público, Léo fez uma troca de figurino, para iniciar a segunda parte da abertura, apresentando uma faceta robótica. A artista foi ovacionada pelo público.

    Sho Leo Áquila Show Leo Áquila

    Após o desfile dos trajes típicos, foi aberto o primeiro bloco de shows, com uma dublagem tradicional de Úrsula Scavolini. Na sequência, outra performance de Léo Áquilla, com mais uma troca sucessiva de figurinos, como em passes de mágica. Logo depois, o performer andrógino Ikaro faz show denso, inspirado na sexualidade dúbia dos Dzi Croquettes. Ela despe-se diante do público, fica completamente nu, cobrindo o órgão sexual com uma das mãos, e é aplaudido de pé pela plateia. Suzy Brasil entrou em seguida, apresentando uma performance caricata.

    O segundo bloco de shows ocorreu após os desfiles dos trajes de gala. Enquanto o público aguardava o resultado, Samara Rios e Suzy Brasil divertiram a plateia com uma disputa caricata entre Mara Maravilha e Xuxa. Logo depois, foi a vez do performer adrógino Ikaro voltar ao palco.

    Show Suzi Show Leo Áquila
    Trajes também dão show

    Na primeira apresentação da noite, com os trajes típicos, o público aplaudiu as candidatas dos Estados da Bahia, Minas Gerais e Maranhão. O destaque, no entanto, foi a vencedora da noite, Raika Bittencourt, aplaudida de pé durante o desfile, garantindo a premiação de melhor traje típico.

    Após um intervalo com shows inspirados nos Dzi Croquettes, as candidatas voltaram à passarela com os trajes de gala. A candidata do Rio de Janeiro agradou a torcida e foi ovacionada. Entretanto, Raika Bittencourt destacou-se novamente e saiu vencedora também nesse quesito.

    Ainda antes de divulgarem os vencedores, houve a eleição da candidata de Sergipe, Erika Vogue, como Miss Simpatia, da Miss Brasil Gay Júri Popular, Martinella Ferraz, que representou o Goiás, as premiações dos trajes e a divulgação das 12 finalistas. O público ainda teve tempo de ovacionar as favoritas ao título.

    Para o público, a disputa estava equilibrada. Durante toda a noite, nas arquibancadas era possível ver e ouvir reações diferentes, a cada candidata. Márcia Silva afirma que já assistiu ao concurso outras vezes e ficou surpresa com o nível deste ano. "Muito difícil escolher uma candidata. Todas estão bem vestidas e bonitas."

    Entrega da faixa

    Antes da premiação, a Miss Brasil Gay 2010, Carol Zwick, subiu ao palco para fazer o seu último desfile como miss. Emocionada, Carol despediu-se do posto e afirmou que a faixa lhe permitiu conhecer melhor as pessoas. "Foi muito importante e honroso carregar essa faixa durante o ano." Ao final da noite, foi o momento da entrega da faixa para a vencedora. Anunciada a vitória de Raika Bittencourt, com 60 pontos, a Miss Brasil Gay 2011 já realizou o seu primeiro desfile.

    Homenagem

    Um representante dos Dzi Croquettes, grupo teatral brasileiro que foi lembrado durante os shows apresentados na noite, Bayard Tonelli, subiu ao palco para comentar a homenagem. "Nos unimos em uma época em que não havia espaço para fazer quase nada. Através do humor, conseguimos superar essa barreira. É um prazer estar aqui e receber essa homenagem. É importante dizer que precisamos mudar esse país."

    Balanço

    Para um dos organizadores do evento, André Pavan, o balanço foi positivo. "Costumo dizer que o Miss Brasil Gay é uma escola que entra na avenida sem ensaio e a gente precisa fazê-la evoluir durante a noite. Essa evolução transcorreu dentro do previsto."

    O único contratempo do evento foi a ausência de Jaime Bernardes, primeiro bailarino da Companhia de Dança Deborah Colker, do Rio de Janeiro. "O Jaime teve um problema no Rio e acabou não podendo vir a Juiz de Fora. Ele faria a primeira apresentação da noite. A ausência foi uma pena, mas conseguimos nos reorganizar rapidamente e colocamos o Léo Áquila para abrir o show."

    Pavan considerou o nível das candidatas um dos mais altos já vistos na história do Miss Brasil Gay. "Um nível muito bom, tínhamos sete candidatas com potencial para ganhar e, na minha opinião, ganhou a que melhor representou o papel de Miss. É fato que as candidatas que investem nas grandes produções conseguem sair vencedoras do concurso."

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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