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    Léo Áquilla, as asas da imaginação

    Deborah Moratori
    14/08/03

    O nome ele não revela de jeito nenhum, é segredo de estado. Aparecer "desmontado", então, jamais! "É que eu quero dar o golpe da Tiazinha...", diverte-se. Senhoras e senhores, com vocês, Léo Áquilla.

    Por onde a drag queen Léo Áquilla passa é festa, na certa! E nada de festa pobrezinha não, pois sua presença merece tudo que há de melhor. Não é à toa que a drag se transforma em drag repórter na cobertura dos eventos mais fervilhantes de São Paulo em seu programa "Detonando", veiculado pela rádio Transamérica, e no Noite Afora, da apresentadora da Rede TV! Monique Evans.

    Léo, ela brinca, não é de Leonardo, mas de Leonora... Brincadeiras à parte, Léo já era apelido de infância e Áquilla vem do latim e significa águia. "Achei que era sonoro e tudo combinava e tinha a ver com metamorfose".

    Tudo a ver
    A personagem surgiu há dez anos no espetáculo Plásticas de Sonhos em que o ator por trás da drag interpretava duas personagens. Um menino abandonado que é levado para trabalhar numa fábrica de brinquedos onde descobre que tem poderes mágicos e pode dar vida a esses brinquedos. E foi na pele da boneca que ganha vida que nasceu Léo Áquilla. "A boneca aprendeu a andar, falar, cantar, dançar e se transformou no que eu sou hoje... Nos meus espetáculos, eu faço essa boneca até hoje e este é um dos números mais aplaudidos pelo público", conta.

    Os espetáculos que a drag produz, aliás, são únicos em todo Brasil. "Eu organizo um grande espetáculo por ano. Meu trabalho é inspirado nos shows da Broadway. Eu costumo dizer nos espetáculos que 'está é a minha Broadway'", conta. A última produção, Abra Cadabra conta com uma equipe de 18 pessoas entre diretores, bailarinos e produção. "Às vezes tenho um segundo pra trocar de roupa, mas conto com uma dublê. O público fica chocado. E um espetáculo como esse eu sou a única drag queen profissional no Brasil que faz".

    Este sucesso coroado foi conquistado com muito sacrifício. Léo Áquilla lembra do primeiro show em 1999 que foi bancado com a venda do apartamento em que morava. "Eu fechei a casa onde hoje funciona o Direct TV Music Hall, vendendo meu apartamento de R$ 80 mil. E isso fez o maior barulho na época. Minha fama despontou da minha loucura. E eu costumo dizer que comprei a minha fama...".

    Jogo de cintura
    Mas essa fama foi conquistada mesmo é "gastando muito salto alto", como a própria drag define. E esse trabalho que consome 15 horas por dia da drag. À tarde, ela fica na televisão, de lá segue para a faculdade onde faz o curso de Marketing e às 23h tem que estar na rádio onde apresenta o programa ao vivo até as duas horas da madrugada. Tudo isso em cima de um salto alto... Ufa! "Desmontado, só para dormir! Eu faço tudo montado, não dá para trocar de roupa antes de ir para aula, mas a direção da faculdade entende e os meus colegas de sala também. Minha sala virou ponto turístico. Eu sou a maior atração da faculdade!", conta.

    Se sentindo a própria Xuxa por causa do rebuliço que provoca com a sua presença, a drag se defende de eventuais provocações. "Quem não tem talento não se estabelece. É com o fruto do meu trabalho que eu sustento a minha família, comprei carro, apartamento...", fala. Léo Áquilla é pai de duas crianças, uma de seis e outra de sete anos. Com apoio e aceitação da família - a mãe da drag inclusive faz a apresentação de alguns espetáculos -, Áquilla procura separar muito bem lado pessoal da profissão. "Meus filhos nunca me viram montado para eles entenderem que a drag é uma profissão. Procuro mostrar para eles que o que eu faço na TV é trabalho", explica.

    E trabalho não falta na vida deste artista. Além do show ele está apresentando para a Rede TV! uma proposta de trabalho solo. Misterioso, não adianta muitos detalhes. "Não é um programa gay", afirma categórico, "porque a gente não quer rótulo, mas sim igualdade. A idéia é fazer um programa de entrevistas e entretenimento, com quadros irreverentes que têm tudo a ver com a minha personalidade. Vai ser um programa inédito e com a primeira drag apresentadora em canal aberto", torce. Para os fofoqueiros de plantão um recado: "Eu não estou na TV porque sou 'viado', mas porque eu sou competente!".

    Princesa de Minas
    Em Juiz de Fora, o artista nunca se apresentou por uma questão exclusiva de cachê. "Meu show é caro, porque tem uma produção muito rica". Léo Áquilla já esteve na cidade por ocasião do Miss Brasil Gay e faz elogios à iniciativa do cabeleireiro Chiquinho. "Como a gente costuma dizer, a gente tem que 'deitar' pro Chiquinho. O Miss Gay já é um evento que faz parte do calendário nacional e o reconhecimento que tem da mídia, que recebe por parte dos artistas comprova que a festa merece respeito. É um evento muito forte que conquistou o mundo! E é uma grande conquista não só para as drags e para os transformistas, mas para o mundo gay", finaliza.

    Em 2004, Léo Áquilla é presença confirmadíssima em mais uma edição da Festa Love Me I'm Famous. Clique aqui para saber mais!

    Saiba mais sobre o artista na página www.leoaquilla.com

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