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    Saindo do armário e olhando para o espelho!
    Conheça alguns dos grandes gays da história e ... surpreenda-se!

    Tâmara Lis
    12/08/03

    O que é que Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Robin Hood, Tchaikovsky, Rainha Cristina da Suécia, Cervantes, Salvador Dali, Pasolini, Rei Davi, Eleanor Roosevelt, James Dean, Virgina Wolff, Oscar Wilde, Freddie Mercury e Cássia Eller têm em comum? Todos são gays e famosos!

    E para mostrar que os gays, ao contrário do que muitos acreditam ou gostariam de acreditar, existem e se destacam em várias áreas da sociedade uma listagem com os 100 desviantes sexuais mais célebres da História do Brasil foi produzida e divulgada pelo Grupo Gay da Bahia

    Nesta lista, é possível encontrar famosos gays, lésbicas, travestis, bissexuais e heterossexuais já falecidos. De acordo com o grupo, a lista é resultado de pesquisa bibliográfica e feita junto à memória oral da comunidade homossexual.

    E para não deixar dúvidas no site do Grupo Gay da Bahia também está especificada a fonte para cada uma das personalidades "denunciadas". (É só você clicar em fontes e ler o nome da pessoa, de acordo com o número da personalidade especificada na lista)


    Nomes que figuram nas listas dos 100 vips gays!
    Cazuza Miguel de Cervantes Eleanor Roosevelt
    Freddie Mercury Gilberto Freire James Dean
    Leonardo da Vince Madame Satã Maria Quitéria
    Thaikovsky Tiradentes Zumbi dos Palmares

    A necessidade de modelos!
    No entanto, o historiador juizforano, Anderson Ferrari, integrante da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), alerta para o perigo de se classificar uma personalidade como gay. Para Ferrari este tipo de classificação pode fazer com que a pessoa passe a ser vista apenas por sua opção sexual, "quando se classifica uma personalidade corre-se o risco de absolutizar a identidade", explica.

    De acordo com Anderson, o que alguns grupos gays, como o Grupo Gay da Bahia, fazem é buscar indícios da homossexualidade de algumas personalidades.

    "O que houve é que em 1869 a medicina criou a homossexualidade como anormalidade e desde então os gays precisam encontrar personalidades, modelos, que possam servir de exemplo que eles são mais normais e presentes do que se imagina. Há a necessidade de ídolos para se identificar positivamente", analisa. Processo semelhante ao que aconteceu com o povo brasileiro, os negros e as mulheres.

    A força do preconceito
    E apesar de todas as conquistas, Anderson ressalta que ainda há muito a ser feito. "No Brasil morre um homossexual por ódio a cada três dias e muitos ainda vêem a homosexualidade como uma anormalidade, uma doença. Há muita agressão com relação ao homossexual. Por exemplo, para saber quem somos devemos negar o que não somos, sabemos que a mesa é mesa porque ela não é cadeira, nem cama. Assim a mulher sabe que é mulher porque ela não é homem. Ela nega o homem. Já o homem nega a mulher e o homossexual. Ele precisa provar todo o tempo que não é mulher e nem é gay. Porque na cabeça de grande parte das pessoas o gay não é homem." explica o historiador.

    E este é um problema que vem desde muito cedo. "O problema vem desde a gravidez onde já se projeta sobre o bebê que está para nascer o que significa ser homem. Este tipo de comportamento é reforçado pela escola. Se durante uma explicação o professor ouve um aluno chamando o outro de “veado” por exemplo, ele prefere mandar todo mundo calar e boca e continuar dando a matéria, porque não tem preparo para tratar da questão da homossexualidade na sala de aula", denuncia o professor.

    Outros gays famosos!
    Mario de Andrade Mazaroppi Ney Galvão
    Olavo Bilac Oscar Wilde Pedro Nava
    Pasolini Renato Russo Robin Hood
    Salvador Dali Santos Dumont Shakespeare

    A importância do Miss Brasil Gay!
    Para Ferrari o evento Miss Brasil Gay em Juiz de Fora é importante para trazer a homossexualidade à tona. "Porque eu pergunto: se não fosse assim em que oportunidade Juiz de Fora olharia para a homossexualidade? Mas de negativo vejo que muita gente supervaloriza a festa em detrimento das palestras e dos momentos de reflexão".

    Anderson salienta também que há por parte da imprensa a valorização do estereótipo do homossexual. Além disso é uma permissão como o carnaval que tem dia certo para começar e acabar.

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