O Miss Gay 1998 marcou a noite de sábado (15 de agosto) pela elegância, alegria e luxo. Milhares de gays, vindos de todo o Brasil e até de outros países, estiveram em Juiz de Fora exclusivamente para o evento, movimentando toda a cidade. Semanas antes do evento já não havia mais vagas em hotéis e nem horários nos salões de beleza. Os ingressos para o show se esgotaram na véspera.
Tradicionalmente, a alegria e o bom humor dos transformistas, travestis e drag queens tomaram conta do calçadão na manhã de sábado. E à noite, quem foi ao Sport Clube Juiz de Fora assistir ao show não se decepcionou. As candidatas não pouparam esforços, bom gosto e criatividade. Seus vestidos custaram em média R$ 8.000,00. O material é quase todo importado.A maioria usa tecidos finos, pedras semi preciosas e outros brilhos. Tudo para compor o glamour de uma noite hollywoodiana.
Criado há 22 anos por Chiquinho Mota, o Miss Gay, nos três primeiros anos, tinha uma conotação carnavalesca misturada ao transformismo. Da década de 80 para cá, foram criadas regras para o concurso. Pessoas siliconizadas, por exemplo, não podiam fazer parte. Daí, virou uma regra nacional. Nasceu o transformismo no Brasil.
Hoje o evento que conta, anualmente, com um público de mais de 5 mil pessoas, é conhecido nacionalmente, constando de guias gays internacionais. O concurso é considerado o maior evento do gênero no mundo.
O ensaio do desfile é realizado sempre na sexta-feira que antecede ao espetáculo. É nessa oportunidade que são conhecidas as candidatas que vêm de fora. O coordenador geral Chiquinho Mota faz a ficha técnica das transformistas e a marcação da ordem e tempo de entrada no palco.
O ensaio esse ano contou também com um festival de lingüiça e a animação do conjunto de forró Partido Alto.