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    Repórter Emilene Campos
    23/08/99

    Uma explosão de brilho, cores e formas femininas envolveu o Ginásio do Sport Clube, na noite de 21 de agosto de 1999. Durante mais de 4 horas, cerca de 3 mil pessoas se renderam aos encantos da 23ª edição do concurso de beleza homossexual, Miss Brasil Gay. Tal como jurados, com olhos atentos e críticos, elas realizaram sua eleição particular dos melhores trajes e da candidata que faria jus ao título de Miss 99. A eleita pelo público foi a representante de Tocantins, Alessandra Vargas. Mas, os jurados, entre eles o ator Rômulo Arantes, concederam o título de Miss Brasil Gay à representante de Alagoas, Carolina Shelida.

    A decisão não conseguiu intimidar a platéia, que reagiu com aplausos, por quase 10 minutos, para Alessandra Vargas. A divergência de opiniões não interferiu no resultado e Shelida levou para casa mais este título. A candidata de São Paulo, Flávia Monteiro, ficou em 2º lugar e Tocantins teve que se contentar com a 3º colocação.

    Carolina Shelida também não acreditou quando ouviu o resultado do júri. “Existiam outras mais bonitas do que eu", disse a Miss 99. Para participar do concurso, ela contou com o patrocínio do estilista Márcio Costa - figurinista de Thereza Collor de Melo, que investiu R$4 mil na produção dos trajes.

    Classificação:

    (clique nos nomes para ver as fotos)


    1º - Carolina Shelida - Alagoas

    2º - Flávia Monteiro - São Paulo

    3º - Alessandra Vargas - Tocantins

    4º - Aleika - Paraíba

    5º - Tatiane Bouvier - Rio de Janeiro

    A vencedora, Carolina Shelida,
    Miss Brasil Gay 1999


    Entre plumas e paetês

    O desfile das 27 candidatas começou por volta da meia-noite. Na apresentação do traje típico, as candidatas de São Paulo, Flávia Monteiro, e do Espírito Santo, Nize Sherman, foram a sensação. Com a fantasia “Estação da Luz”, que acendia a parte inferior, São Paulo mobilizou a platéia. Sherman, representando as siderúrgicas capixabas, cuspiu fogo durante sua apresentação. O que causou reboliço nos espectadores. As duas apresentações impressionaram até o júri, que conferiu o 1º lugar, nesta categoria, para a representante do estado capixaba e o 3º para a paulista. A representante de Tocantins, Alessandra Vargas, conquistou o 2º lugar com a beleza dos girassóis.

    Na escolha do melhor traje de gala, a cena quase se repetiu. As três candidatas voltaram ao palco para receber prêmios, só que em ordem diferente. Vestindo um modelo reluzente rosa e preto, a candidata de São Paulo levou a melhor. Tocantins, com um vestido verde água e bordados prateados, recebeu o prêmio de 2º lugar. À candidata do Espírito Santo, com um traje branco bordado na parte superior, coube o 3º. Minas Gerais também teve seus momentos de glória. A representante do estado, Marilu Barraginha, foi eleita pelas concorrentes como a Miss Simpatia.

    Um espetáculo de brilho e criatividade

    Para brilhar na noite do Miss Gay 99, candidatas de outros estados desembolsaram entre R$2 e R$4,5 mil. A Miss Ceará, Larrissa Venturini, investiu R$4,5 mil em sua produção, que incluiu desde a confecção da fantasia de Iemanjá até as despesas com viagens. Quantia semelhante gastou a Miss Espírito Santo, Nize Sherman, no traje que homenageava as siderúrgicas do estado. Nesta disputa pela consagração, quem ganha é o público que assiste a um espetáculo marcado pelo glamour dos vestidos, cabelos e maquiagens.

    Tecidos finos, strass, pedras semi-preciosas, miçangas e canutilhos dão vazão à criatividade dos estilistas de renome nacional. Geraldo Sobreira é um deles. Figurinista há 8 anos da cantora Emilinha Borba, ele foi o responsável, este ano, pela elegência da Mademoselle Debrette de Leblanc, personagem de Chiquinho Motta, organizador do Miss Brasil Gay.

    Leblanc vestiu um modelo azul de chanton francês, bordado com 1,5 kg de canutilho prata. Sobreira faz mistério e não “revela o preço de sua obra de arte”, mas diz que costurar para um evento como este é um desafio. “A concepção da roupa é mais difícil, pois temos que dar formas femininas ao corpo de um homem”, comenta. Isso porque, segundo regras do concurso, travestis e pessoas siliconizadas não podem participar. Entre um desfile e outro foram apresentados vários shows, com artistas dublando músicas de Gal Costa, Elba Ramalho, Cheiro de Amor, Fat Family.


    Mademoselle Debrette
    de Leblanc
    Candidatas a misses 1999:
    1. Acre - Hanna Suzart
    2. Alagoas - Carolina Shelida
    3. Amapá - Fabiane Caufman
    4. Amazonas - Hildegard
    5. Bahia - Santana Loren
    6. Brasília - Iwana Sargentelli
    7. Ceará - Larissa Venturini
    8. Espírito Santo - Nize Sherman
    9. Goiás - Cláudia Lee
    10. Maranhão - Brenda Ramazotti
    11. Mato Grosso - Flávia Lafaif
    12. Mato Grosso do Sul - Sthefhane Malman
    13. Minas Gerais - Marilu Barraginha
    14. Pará - Anne Lenox
    15. Paraíba - Aleika
    16. Paraná - Blenda Nogueira
    17. Pernambuco - Grace Withney
    18. Piauí - Katrine Amorin
    19. Rio de Janeiro - Tatiane Bouvier
    20. Rio Grande do Norte - Nicole
    21. Rio Grande do Sul - Ivana Scozer
    22. Rondônia - Michelle Honda
    23. Roraima - Michelle Terrer
    24. Santa Catarina - Ingrid
    25. São Paulo - Flávia Monteiro
    26. Sergipe - Carola Olivier
    27. Tocantins - Alessandra Vargas

    Leia mais sobre a história do Miss Gay:


    O concurso em 1999


    O concurso em 1998

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