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    Gravura contemporânea

    Suspenso - No exato momento em que se torna inadiável que a humanidade molde suas ações em prol da sobrevivência da natureza e do próprio planeta, a Pró-reitoria de Cultura realiza a partir desta quarta-feira, dia 4 de março, a mostra “Gravura contemporânea”, trazendo à Galeria Espaço Reitoria uma série de serigrafias doadas pelo Banco Bozano Simonsen ao Museu de Arte Murilo Mendes em 2011. A coleção representa a visão de diferentes artistas sobre a contundente relação entre o desenvolvimento socioeconômico e a utilização dos recursos e das reservas naturais de que dispomos.

    Devido às dimensões das peças (um metro por 70 cm) e ao espaço físico disponível na Reitoria, para a atual mostra foram selecionados oito trabalhos, todos com abordagens que não se desgastaram depois de quase três décadas de sua concepção. Carlos Vergara, Nélson Ramos, Siron Franco, Tomie Ohtake, Gonçalo Ivo, Arcângelo Ianelli, Victor Hugo Irazabal e Flávio Shiró estão reunidos nesta coletiva, que se pretende um grito renovado na luta pela preservação do meio ambiente.

    O recorte apresentado no Campus integra o lote de 16 serigrafias que chegou ao Mamm em 2011, com a proposta de representar um roteiro de discussão das peças sob o ponto de vista da linguagem visual e de sua relação transversal com a ecologia. A doação veio no rastro do “Projeto Bozano Arte e Natureza” realizado pelo Instituto Arte na Escola/Fundação Iochpe, que incluiu a publicação de um livro pela Editora Ventura Cultural e a formação de um acervo capaz de provocar reflexões inclusive com finalidades didáticas.

    Ecos

    “Amazônia à margem” é o título que o venezuelano Irazabal deu à sua obra, fazendo reverberar uma preocupação que é de todos, enquanto o “Alerta”, do uruguaio Nelson Ramos prevê o drama das questões acerca da ecologia, ainda hoje sem solução. Da mesma forma, ecoam “Peles e tripas do Brasil”, de Siron; “O canto da terra”, de Shiró; “No silêncio da Mata”, de Ianelli; e “Rio São Francisco – Vista de Iboitirama”, de Gonçalo Ivo. Tomie Ohtake e Vergara não nomearam suas obras.

    As peças desta coletiva foram realizadas no contexto da segunda edição da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 1992, (conhecida internacionalmente como Rio 92, Eco 92 ou Cúpula da Terra), deixando como legado artístico um álbum a partir da exposição intitulada “Eco Art”, que aconteceu no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com a participação de 120 artistas de 22 países do continente americano.

    Os trabalhos trazem interpretações diversas sobre como a humanidade vem encarando sua relação com o planeta. Já em 1992, cada uma delas era criada com o objetivo de provocar a comunidade política internacional sobre a necessidade de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a utilização dos recursos da natureza, o que se faz uma necessidade premente ainda agora.


    Informações

    • Local: Reitoria da UFJF
    • Endereço: Campus UFJF - Juiz de Fora
    • Data e hora: De 4/3 a 3/4, de segunda-feira a sexta-feira das 8h às 20h, sábado das 8h às 12h
    • Telefone: 3229-3968

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