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    Alho para pets: pode ou não pode?

    Isabela Micherif Isabela Micherif 14/09/2019

    Na nossa coluna publicada em junho, Alimentos permitidos e proibidos para cães e gatos, já falamos um pouco sobre o alho e sobre o seu uso na alimentação dos peludos. No entanto, esse é um assunto tão controverso, que gera tantas dúvidas, que vale a pena ter um espaço para tratar especificamente do alho.

    Todos nós já ouvimos falar sobre os benefícios do alho para a nossa saúde, não é mesmo? Já ouvimos falar e até nos beneficiamos da ação anti-inflamatória e das propriedades expectorantes e antissépticas desse alimento. E não é só isso: existem estudos demonstrando que o alho pode auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares, já que facilita a dilatação dos vasos sanguíneos, além de atuar no controle da pressão arterial. São muitos os benefícios do consumo do alho por nós, humanos. Mas e quanto aos nossos pets? Será o alho mocinho ou vilão?

    Por muito tempo acreditou-se que o alho seria tóxico para cães e gatos pela mesma razão que a cebola é, ou seja, pelo risco de causar anemia grave nos peludos.

    No que tange aos cães, já ficou comprovado que somente a ingestão de grandes quantidades de alho poderia provocar prejuízo às hemácias. Um cãozinho de 5kg, por exemplo, precisaria ingerir meia cabeça de alho, ao longo de alguns dias, para que fosse considerada uma dosagem tóxica.

    Portanto, não tenha medo. A ingestão de alho, em pequenas quantidades, é recomendada para cães, por ser benéfica para sua saúde. O alho atua no aumento da resistência a pulgas, carrapatos e vermes intestinais, bem como no combate ao colesterol e controle da glicemia. Também tem a função de anti-inflamatório natural, reduz o risco de derrames e auxilia no combate a tumores. Mas ofereça com moderação – o excesso pode causar gases e anemia.

    O alho precisa ser fresco e estar bem picadinho. Acrescentar apenas uma lâmina a uma das refeições diárias ou algumas vezes durante a semana já é suficiente.  

    Vale repetir o que sempre frisamos aqui: toda alteração na dieta do seu peludo deve ser acompanhada pelo médico veterinário ou zootecnista.

    Já no que tange aos gatos, ainda não há diretrizes referentes às quantidades que poderiam ser oferecidas com segurança. Portanto, por ainda não haver informações suficientes quanto ao nível de toxicidade do alho em gatos, a regra é não oferecer esse alimento aos bichanos.

    Enviem suas dúvidas, críticas e sugestões para que possamos aprimorar nosso conteúdo.   

    Isabela Micherif
    é graduada em Direito, pós-graduada em Direito Público, trabalhou por dez anos na área de Direito Ambiental, sendo cinco na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMAD) e cinco como assessora no Ministério Público de Minas Gerais. Depois desde período, deixou o trabalho no escritório para levar mais saúde e qualidade de vida a cães e gatos, por meio da alimentação natural. É proprietária e pet chef na empresa Cozinha Pet – alimentação natural para cães e gatos.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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