Sábado, 21 de janeiro de 2017, atualizada às 12h04

Picolé pet promete refrescar o calor dos animais de estimação

Da redação
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O sol quente e as sensações térmicas que passam dos 30°C não só nos incomodam, mas também nossos pets. Na última semana, falamos de produtos criados para ajudar cães e gatos se refrescarem no dia a dia.

Quem nunca sentiu vontade de dar uma colherzinha do sorvete para seu cãozinho durante aquele passeio na pracinha do bairro? Pois é, não é indicado. Mas, uma sorveteria de Juiz de Fora criou picolés e sorvetes com receita adequada, atendendo as restrições dos animais.

O gerente geral Rodolfo Nonato conta que era muito comum ver os donos, que iam até o estabelecimento tomar a guloseima gelada, dar um pouquinho para o bichinho. Afinal, é difícil resistir a carinha de 'pidão' deles! “Foi aí que vimos que não existia ninguém no mercado local que oferecesse o produto adequado para animais. Vimos a necessidade de atender este público. Fizermos uma pesquisa sobre as restrições alimentares com veterinário e elaboramos uma receita”.

Todo o cuidado foi tomado para evitar problemas com os clientes de quatro patas. “O produto é sem gordura, adoçante, corante, açúcar e lactose. Adicionamos apenas mel, que é o único adoçante que não faz mal para o animal. O palito de madeira do picolé, trocamos por um feito de 'ossinho' comestível. Temos opção iogurte de morango e de banana".

A dermatologista veterinária Helena Feio Motta destaca que é importante os proprietários evitarem oferecer para os cães e gatos produtos com lactose, por não possuírem capacidade de degradação da substância, podendo causar distúrbios digestivos. “Hoje em dia, é comum encontrarmos estabelecimentos que possuem fórmulas exclusivas de sorvete para os pets. O importante é salientar que o cardápio deve ser assinado por um médico veterinário, para assegurar que nenhum ingrediente causará intoxicação”, orienta.

Atualmente, já é possível encontrar no mercado refrigerantes, cervejas e sucos para cães e gatos, que são uma alternativa refrescante para o verão, porém, é importante se ater aos ingredientes utilizados em tais produtos. Ela explica que alguns animais podem apresentar uma hipersensibilidade alimentar se ingerirem principalmente aditivos, conservantes e corantes, que são ingredientes contidos em tais produtos. “Podem exacerbar as respostas inflamatórias do animal causando-lhe alergia, o ideal é consultar o médico veterinário de confiança para que sejam diagnosticados os agentes alérgicos, para que os mesmos sejam evitados”.

Para quem procura uma opção caseira, uma boa alternativa que a veterinária dá é colocar cubos de gelo na água, congelar alimento úmido e oferecer como picolé, assim como fazer a guloseima com frutas em formas de gelo.

Cuidados no verão

Cães e gatos possuem poucas glândulas sudoríparas, que são responsáveis pela troca de calor do animal para o ambiente, fazendo com que a habilidade de dissipar o calor corporal seja naturalmente reduzida.

Helena Feio informa que animais de raça adaptadas ao frio, possuem uma camada espessa de gordura abaixo da pele, além de subcamadas de pelos. Os braquicefálicos, que tem por característica anatômica o focinho curto e achatado como: pug, buldogue, sharpei, boxer e gatos como o persa e Himalaio, apresentam maior dificuldade para dissipar o calor, devido a sua característica anatômica facial. Animais que têm pelagem escura também têm maior tendência a reter o calor e sofrem mais com a exposição ao sol.

“Para combater a alta sensação térmica, os animais tendem a desenvolver algumas técnicas para se sentirem confortáveis. Gatos, por exemplo, aumentam a constância na lambedura do ventre e das patas, para que a saliva em contato com os pelos criem uma barreira de umidade amenizando o calor. Já os cães ficam a maior parte do tempo com a boca aberta e podem se apresentar ofegantes”.

Confira algumas recomendações importantes da dermatologista veterinária:

  • É aconselhado a troca de água dos bebedouros mantendo-a sempre fresca e limpa. Uma boa alternativa é manter bebedouros de cerâmica ou de barro que tem a capacidade de manter a água fresca por maior tempo.
  • Controlar a temperatura ambiente mantendo-a mais fresca possível.
  • Oferecer a alimentação em horários em que a temperatura esteja mais amena, colabora para uma digestão satisfatória. A reação química que ocorre no momento da digestão libera muito calor, alguns animais tendem a diminuir a ingestão de alimentos por este motivo.
  • Ter cuidado a exposição solar excessiva, evitando passeios em horários mais quentes e quando for necessário, utilizar protetor solar. No mercado há disponível este produto especificamente formulado para o ph da pele animal, não havendo aditivos tóxicos que podem ser ingeridos. Os protetores solares pet também são mais espessos, garantindo a sua fixação e possuem um sabor amargo que repele às lambeduras.
  • Banhos semanais podem ser adotados, desde que com produtos específicos para a pele animal e a tosa é recomendada, principalmente em animais muito peludos.

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