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    Sábado, 29 de setembro de 2018, atualizada às 09h59

    Tire dúvidas sobre prevenção e sintomas de depressão em cachorros

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Cada vez mais próximo do homem, o cachorro se tornou mais que um amigo em algumas famílias. Mas, excesso de carinho ou a falta de atividades físicas podem comprometer a saúde mental dos animais. Situações como essa têm causado aumento dos casos de depressão em cães. Em casos extremos, ele pode desenvolver problemas mais sérios como anorexia, apatia, agressividade, vômitos e diarreias. Por isso, a melhor solução para a doença é a prevenção. Saiba mais sobre o assunto com a médica veterinária Jéssica Gollner Ramos:

    ACESSA.com - Os cães são seres mais dependentes, como os sintomas de depressão se
    manifestam?

    Jéssica Ramos - Com a domesticação, os cães começaram a interagir mais, sendo assim, eles passaram a ajudar em algumas tarefas exercidas pelo homem. Atualmente, exercem funções como cães de polícia e resgate, auxílio para pessoas com deficiência visual (cães guias), terapia para hospitalizados, além da companhia. Com esse aumento da relação cão/humano, o apego ficou muito intenso e, com isto, o animal pode vir a apresentar distúrbios comportamentais, sendo um deles a depressão.

    Os sinais de depressão em cães não são tão fáceis para serem identificados, já que eles vão de acordo com a característica e individualidade de cada um; Eles podem começar a se manifestar com um simples isolamento do convívio com o proprietário, o medo ao toque físico, as orelhas para trás, lambedura excessiva do corpo levando a falha dos pelos, as necessidades fisiológicas feitas fora do local, entre outros fatores que podem levar a um quadro mais preocupante como a anorexia, apatia, agressividade, vômitos e diarreias, podendo assim desencadear uma alteração patológica no animal.

    ACESSA.com - Por que a depressão aparece?

    JR - As alterações comportamentais, no geral, aparecem devido a alguma modificação no cotidiano do animal que levam ele a um estresse muito grande, entre as mais comuns e mais relevantes estão: a chegada de um novo membro à família, como um bebê onde o cão deixa de ser o centro das atenções para o dono, podendo assim se sentir isolado ou rejeitado; a partida de um ente querido seja por morte ou mudança, levando o animal se sentir abandonado mesmo existindo outras pessoas dentro da residência, outro fator que também pode ser observado é se houve alguma mudança de ambiente onde o cão estava acostumado a viver (restrição de um ambiente que antes era maior para um que se tornou menor), isolamento em um local sem contato direto com o proprietário (animal acostumado a viver dentro de casa e vai para o quintal), alteração na rotina de trabalho do proprietário (ausência por muitas horas), entre outros fatores que podem desencadear o quadro.

    ACESSA.com - Existe tratamento? Quais alternativas existem para reverter o quadro de
    depressão?

    JR - Sim, o tratamento é possível. A principal alternativa para reverter os casos de depressão é o maior contato do animal com o proprietário, dedicando um período maior para brincar, acariciar e passear em locais abertos para que o animal se sinta livre e consequentemente aumente o bem estar. Em casos onde não há melhora com essa modificação na rotina, o ideal é procurar um médico veterinário para que ele possa prescrever uma medicação que consiga reverter o quadro ou melhorar a qualidade de vida do animal.

    ACESSA.com - É ideal ter mais de um animal de estimação, para um fazer companhia ao
    outro?

    JR - Isso vai depender de como o animal foi criado, caso contrario isto pode ser mais um fator predisponente para um quadro de depressão, pois aquele que sempre foi acostumado a viver sozinho, quando notar a presença de um novo animal pode entender que perdeu a atenção do dono e assim desencadear um quadro depressivo. Se cão sempre conviveu junto com outros, desde filhote, e foi para um local onde só se tem contato com o proprietário em um curto período do dia, o ideal é ter outro animal de estimação para que possa fazer companhia enquanto o dono esteja fora.

    ACESSA.com - Em lojas de pet já é possível comprar remédios homeopatas. Você indica?

    JR - Sim, sempre que possível indico os remédios homeopatas que são chamados de florais, não só em casos de depressão, mas para outros distúrbios comportamentais. Sempre esclareço ao proprietário que as medicações homeopatas demoram um tempo para começar a surtir efeito, sendo assim, um trabalho é feito não somente com a medicação, mas com a cooperação do proprietário, oriento que ele respeite o tempo e não desista do tratamento, porque não fez o efeito desejado, sabendo ainda que a eficácia das medicações podem variar de um animal para outro.

    ACESSA.com - Como prevenir a depressão?

    JR - A prevenção é sempre a melhor forma de não ter a depressão!

    Sempre quando optar por ter um animal de estimação, o dono deve observar como é o seu cotidiano. Aqueles proprietários que viajam sempre, o ideal é deixar uma pessoa que tenha um bom convívio e que goste do animal, que disponibilize ir todos os dias para dar comida, água e tirar um tempo para acariciar e brincar com o animal para que ele não sinta a ausência do dono durante este tempo, outra estratégia são os hotéis, onde o animal terá a convivência com outros e não conseguirá sentir tanta falta do proprietário. Nos casos onde o proprietário fica muitas horas longe de casa, o ideal, se o animal estiver acostumado, é ter outro para que ele não se sinta só, além de brinquedos para ele se entreter até a sua chegada; hoje em dia há em cidades grandes as chamadas creches para cães, onde eles são deixados até os proprietários saírem dos respectivos empregos e irem buscá-los. Outra forma de prevenir uma depressão é, sempre que possível, separar um tempo da correria do dia a dia para acariciar, passear em locais abertos e brincar com o animal para que ele tenha uma melhor qualidade de vida e não venha apresentar um quadro de depressão. 

    É sempre bom lembrar que se o cachorro apresentar esses sinal de doença ou distúrbio comportamental, o ideal é que o proprietário o leve ao médico veterinário para que tenha as instruções corretas e o tratamento adequado.

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