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    Em Juiz de Fora, a chegada da estação
    das flores coloca a Defesa Civil em alerta

    14/10/98

    Segundo as previsões dos meteorologistas, a primavera brasileira de 1998 será mais quente e chuvosa do que nos outros anos, o que já é possível observar desde o início da estação, em 23 de setembro. Este ano, o aumento de temperaturas e da quantidade de chuvas está sendo previsto como conseqüência do fenômeno inverso ao El Niño: La Niña (diminuição na temperatura das águas do pacífico sul que, influenciando outros elementos, causam alterações no clima de todo o mundo).

    De acordo com o diretor do Departamento Defesa Civil de Juiz de Fora, Sérgio Rocha, as atividades de prevenção devem ser prioritárias. “Um trabalho de informação e conscientização da comunidade pode evitar desastres, prejuízos e mortes”, afirma.

    O Prefeito Tarcísio Delgado publicou a portaria de Nº 3027, no dia 1º de setembro, na qual determina que as atividades da Defesa Civil devem ser priorizadas nos próximos seis meses, obtendo o apoio necessário de outros órgãos municipais.

    A campanha “Vem Chuva Aí, Gente”, que prevê a distribuição de mais de 23 mil cartazes, panfletos e boletins educativos em vários pontos da cidade, vem orientando a população para prevenir inundações e alagamentos. Nos ônibus urbanos já foram afixadas as orientações sobre como agir antes, durante e depois das chuvas.

    Um projeto será implantado em parceria com a comunidade. Os Nudecs (Núcleos de Defesa Civil) vão reunir voluntários que receberão um treinamento com noções básicas de Defesa Civil: técnicas de construção, meio ambiente, prevenção e combate a incêndios, primeiros socorros e saneamento básico. 13 bairros de Juiz de Fora já formaram turmas e se apresentaram à DF através de suas Sociedades Pró-melhoramentos. O treinamento terá início assim que os recursos forem liberados. O Corpo de Bombeiros e a Comissão de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Prefeitura (Comar) já participam do projeto e a UFJF também pretende colaborar.

    Segundo Sérgio Rocha, o período mais crítico é o mês de janeiro, quando costuma chover vários dias seguidos. Os principais problemas são os deslizamentos de encostas e desabamentos de casas. Eles são causados pela ocupação de áreas de risco, pela construção de imóveis totalmente irregulares e pelo acúmulo de lixo em áreas não apropriadas. “A campanha de conscientização e o treinamento de membros das próprias comunidades visa eliminar as causas e assim evitar os desastres”, afirma Sérgio.

    Colaboração: Juliana Escobar,
    estudante do 7º período
    da Faculdade de Comunicação da UFJF.

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