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    Pró-Reitor quer mobilizar Universidade

    19/10/98

    Edson Vieira da Fonseca Faria assumiu a Pró-reitoria de Ensino da Universidade Federal de Juiz de Fora no dia 08 de setembro, nomeado pela reitora recém eleita, Margarida Salomão. Professor da Faculdade de Educação Física, especializado em Administração Acadêmica no Canadá é ainda Mestre em Bases Biomédicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Segundo o Pró-reitor, o maior problema da UFJF hoje, na área de ensino, é que a formação do graduando sofre um processo de mudanças muito rápidas. "Isto exige uma rediscussão da maneira como vem sendo formado o profissional que a Universidade oferece ao mercado", acredita. Reformulação do ingresso na Universidade, flexibilização dos currículos e desenvolvimento de atividades mais próximas da realidade do mercado são, em sua opinião, alguns temas a serem considerados nesta discussão.

    Edson pretende dar continuidade às ações iniciadas na administração anterior, na qual era Pró-reitor Adjunto de Ensino. Dentre elas, destaca a prioridade na contratação de doutores e os esforços que vêm sendo feitos para aumentar o número de professores efetivos.

    Além do Programa de Bolsas de Qualificação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior), convênios firmados com outras instituições de Ensino Superior já facilitam a capacitação de docentes em algumas faculdades, como as de Comunicação, Enfermagem e Educação, por exemplo. Atualmente, 53% dos professores da UFJF possuem mestrado ou doutorado. "Não é um dado satisfatório, mas houve um crescimento grande num período relativamente curto", afirma Edson. Há seis anos, o índice de titulação não chegava a 30%.

    O Pró-reitor acredita que o diálogo com a comunidade acadêmica é o caminho para resolução dos atuais problemas da Graduação. "O trabalho baseado em projetos de ação, que mobilizem a comunidade acadêmica, é um processo administrativo comum em outros países e que tive oportunidade de conhecer no Canadá" afirma. Uma de suas primeiras ações foi criar Grupos de Trabalho destinados a propor soluções para assuntos específicos. Eles são constituídos por membros da Universidade já envolvidos com as questões a serem tratadas. Os dois primeiros grupos estudam as formas de ingresso na UFJF e a atual formação oferecida aos graduandos.

    Se pretende acabar como o Vestibular? Não. Edson acredita na coexistência de maneiras diferentes de acesso à Universidade. "O sistema de avaliação seriada durante o ensino de 2º grau exclui, entre outros, aqueles que formam, ingressam no mercado de trabalho e desejam cursar a Universidade posteriormente", justifica. Mas, faz questão de ressaltar que não é a sua opinião como Pró-reitor que deve prevalecer. Seu objetivo é chegar a soluções apontadas por toda a comunidade universitária e por isso propôs a criação destes Grupos. "A grande preocupação" garante "é criar um ambiente de discussão e avaliação das ações da Universidade".

    Autonomia universitária, provão, privatização ...

    O ensino seria a "vocação" da UFJF? Sim. Edson concorda que, tradicionalmente, ela é uma universidade voltada para o ensino de graduação. Mas, quanto a torná-la um centro apenas educacional, tem suas reservas. "As opções que fazemos no presente não devem ser calcadas apenas numa análise do que ocorreu no passado", diz. Para ele, a vocação de institucional não pode ser definida por um dirigente. "Como outros, este é um assunto que deve ser discutido entre os membros de cada instituição", complementa.

    Quanto à autonomia universitária, Edson acredita que "entre as instituições federais poderem buscar recursos junto à iniciativa privada e deixarem de receber verbas do governo, há uma grande diferença". Na sua opinião, a Universidade Pública é um patrimônio e ela deve continuar sendo gratuita. Acredita que a instituição precisa ser avaliada mas não da maneira como o Mec decidiu fazer.

    Segundo o Pró-reitor, o Exame Nacional de Cursos, que ficou conhecido como Provão, não cumpre o objetivo anunciado. "A tendência atual é fazer uma avaliação do processo e não do produto como é feito através do Provão", afirma Edson, fazendo ainda uma indagação: "De que adianta constatar que a formação que o aluno recebeu é ruim?"

    Edson acredita que o Provão pode ser mantido desde que seja um entre outros mecanismos de avaliação. Faz questão de destacar que a UFJF não se furta a ser avaliada. Mas, é preciso que seja submetida a um processo adequado de avaliação que dê informações e subsídios para que a instituição melhore cada vez mais.

    Colaboração: Juliana Escobar,
    Estudante do 7º período
    da Faculdade de Comunicação Social da UFJF

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