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    Engenharia de Produção - o mais novo curso da UFJF

    Repórter Ana Maria Reis
    15/08/2000

    Se você é vestibulando e está matriculado em uma turma de Exatas de qualquer cursinho da cidade, certamente já fez a pergunta: "- O que faz um engenheiro de produção?" A denominação sugere algo generalizado e muitas são as perguntas sobre a área de atuação deste profissional. A resposta é ainda menos precisa: "- várias são as áreas atuantes desta engenharia".

    Generalismos a parte, "a Engenharia de Produção destina-se ao estudo, projeto e gerência de sistemas integrados de pessoas, materiais, equipamentos e ambientes, visando a melhoria da produtividade do trabalho, da qualidade do produto e da saúde das pessoas, esta última no que se refere à influência da atividade de trabalho". (www.producao.ufrj.br)

    Informe-se:


    UFJF abre vagas
    para curso noturno de EP

    De acordo com o coordenador do curso, Vanderli Fava de Oliveira, o objetivo da criação da faculdade de Engenharia de Produção é atender a um mercado crescente e dar seguimento a uma das metas da atual gestão da UFJF, que é aumentar a oferta de cursos noturnos.

    "Atender aos setores de serviços e também ao de comércio, ampliar a atuação do profissional em todos os outros que se organizem a partir de sistemas integrados da engenharia de produção, seus projetos e gerenciamento." Segundo Vandelí Fava, é neste sentido que a grade curricular da EP está se estruturando.

    As primeiras 20 vagas para Engenharia de Produção foram disponibilizadas no vestibular passado. Anualmente a oferta será de 40 vagas, sendo o curso noturno. A EP pode ser integralizada em 5 anos, com mínimo de 8 períodos e máximo de 16. A carga horária total do curso é de 3.600 horas-aulas, sendo 285 do trabalho de final de curso e 150 horas (mínimo) de estágio obrigatório. As aulas ocorrem de segunda à sexta -feira, de 18h15min às 22h15min e, aos sábados, de 14h30min às 18h30min.

    Currículo do curso

    Entre as disciplinas do primeiro semestre do curso, há uma de conteúdo específico mas a maioria é a integração de um variado conteúdo já contextualizado na área da Engenharia de Produção. A grade curricular conta com matérias de economia, meio ambiente, finanças e as de conhecimentos tecnológicos básicos da engenharia.

    O engenheiro de produção pode ser considerado
    um administrador de empresas?

    O engenheiro de produção não pode ser confundido com um administrador de empresas. Ambos os cursos têm matérias sobre administração, comércio, contabilidade e técnicas de gerência, mas na EP, elas estão mais voltadas para a realidade industrial.
    A engenharia de produção tem um conteúdo tecnológico, isto é, o aluno cursa as disciplinas básicas de química, física e matemática complementadas por um conjunto de matérias de engenharia, tais como materiais, desenho técnico, eletrotécnica e automação industrial.

    A profundidade das matérias técnicas é menor, porque a Engenharia de Produção é mais abrangente que as demais.

    Quais são as funções exercidas
    pelo engenheiro de produção?

    Setores econômicos em crescimento
    e inserção do EP neste mercado

    • Finanças - instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento, seguradoras). Um diferencial entre o engenheiro de produção e o economista, é a forte base matemática do primeiro para desenvolver e utilizar os diferentes modelos de análise de investimento e conhecimentos sobre a gestão de recursos humanos. Há também oferta de emprego nas mesas de bolsa e mercado aberto. Os profissionais destas áreas devem ter uma sólida formação matemática e alto grau de raciocínio lógico e abstrato. De acordo com informações retiradas do site da Associação Brasileira de Engenharia de Produção, www.abepro.org.br, é este o setor que emprega mais de 50 % dos profissionais formados.

    • Telecomunicações - a demanda nesta área é por técnicos e engenheiros de telecomunicações mas, principalmente, por gente capaz de entender e gerenciar o negócio, criando e administrando novos produtos e serviços. O gerente de novos produtos, ou o gerente de novos negócios é um profissional que precisa de sólida formação matemática, conhecer as tecnologias envolvidas, estar familiarizado com a área financeira, visão de marketing, enfim, um grande domínio do “negócio” de telecomunicações. A demanda por estes profissionais não está limitada geográficamente, encontrando-se dispersa por todo o país.

    • Atuária - relaciona-se às áreas de fundos de pensão e previdência. Este setor tem tido uma taxa de crescimento superior a 10% por ano, tanto na área pública (prefeituras e estados) quanto na privada (aposentadoria). Apesar de demandar uma formação específica na parte de cálculo atuarial, a falta de profissionais tem levado estas instituições a contratarem engenheiros de produção e dar-lhes uma formação complementar nestas áreas específicas.

    • Informática e Internet - No Brasil, o mercado nesta área foi estimado pelo Grupo Especial do Ministério da Ciência e Tecnologia em R$ 40 bilhões em 2003. Todos os grandes grupos internacionais começam a se instalar no país e o próprio governo tem estimulado o aparecimento de empresas de base tecnológica, através de incubadoras e parques tecnológicos. As possibilidades são de dois níveis: abrir seu próprio negócio ou trabalhar em empresas da área.

      Coordenação do Curso

      O Departamento de Fundamentos de Projeto (PRO), www.ngt.ufjf.br, é o departamento âncora e o principal gestor do curso de Engenharia de Produção na UFJF, conforme definido no projeto de implantação do curso.

      Provisoriamente a Coordenação do Curso está funcionando na sala 3.407 do Instituto de Ciências Exatas. Informações pelo número (32) 229 3305 e fax: (32) 229 3300.

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